Trabalho infantil: 152 milhões de vítimas, a Igreja pede para atacar a raiz do problema

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21 Setembro 2017

A nova pesquisa realizada conjuntamente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Fundação Free Walk, em colaboração com a Organização mundial para as Migrações (OIM), revela o alcance real da escravidão moderna no mundo.

Os dados, publicados durante a Assembléia Geral das Nações Unidas nestes últimos dias, mostram que, em 2016, mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo foram vítimas da escravidão moderna, e que 152 milhões de crianças com idade entre 5 e 17 anos estão envolvidas com trabalho. A OIT também apresentou um estudo paralelo, confirmando que esses 152 milhões de crianças são forçadas ao trabalho infantil e que isso não é por sua livre escolha.

A informação é publicada por Agência Fides, 20-09-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.

As novas estimativas mostram também que as mulheres e as meninas são afetadas desproporcionalmente pela escravidão moderna: são 71 por cento do total, quase 29 milhões. As mulheres representam 99 por cento das vítimas de trabalho forçado no setor do comércio sexual e 84 por cento dos casamentos forçados. A investigação revela que entre os 40 milhões de vítimas da escravidão moderna, cerca de 25 milhões foram vítimas de trabalho forçado e 15 milhões de casamentos forçados aos quais não tinham dado o seu consentimento.

O trabalho infantil continua a ser concentrado principalmente na agricultura (70,9 por cento). Quase uma em cada cinco crianças trabalha no setor de serviços (17,1 por cento), enquanto 11,9 por cento trabalha na indústria.

Essa 72ª. Assembleia Geral das Nações Unidas, que teve suas primeiras sessões entre 12-18 setembro, celebrará a sessão de encerramento de 19-25 setembro, em Nova York.

Em 12 de setembro, Monsenhor Ivan Jurkovič, Observador Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, declarou: "É hora de passar da lei para a ação" porque "as formas contemporâneas de escravidão, servidão, tráfico de pessoas e trabalho forçado, precisam ser atacadas na raiz". "As novas formas de escravidão devem ser abolidas, como foi abolida a escravidão no mundo antigo: pela adoção de uma nova visão do ser humano e de sua dignidade através da legislação, da educação e da conversão das mentalidades".

Mons. Ivan Jurkovič concluiu seu discurso dizendo que "todos nós devemos estar cientes de tais situações dramáticas e nos empenhar para erradicar as formas novas e atrozes de escravidão humana. Está cada vez mais evidente que, hoje, estamos diante de um fenômeno global que supera a concorrência de qualquer cidade, comunidade ou país".

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