O Dalai Lama pede à Birmânia uma solução para a crise dos rohingyas

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12 Setembro 2017

O líder espiritual dos budistas pediu urgência à líder de fato da Birmânia, a prêmio Nobel da Paz Aung Sang Suu Kyi, para que encontre uma solução pacífica para a crise que se vive em seu país em decorrência da perseguição sofrida por esta minoria religiosa.

A reportagem é publicada por Valores Religiosos, 11-09-2017. A tradução é de André Langer.

O Dalai Lama pediu urgência à líder de fato da Birmânia, a prêmio Nobel da Paz Aung Sang Suu Kyi, para que encontre uma solução pacífica para a crise que se vive em seu país em decorrência da perseguição sofrida por a minoria religiosa rohingya.

“Peço-lhe (...) que procure restabelecer relações serenas entre a população em um espírito de paz e reconciliação”, disse o líder budista em uma carta dirigida a Suu Kyi, à qual a AFP teve acesso, manifestando sua preocupação com a violência que obrigou cerca de 300 mil rohingya a fugirem desse país de maioria budista.

O líder espiritual dos budistas escreveu à política birmana, que, assim como ele, também é Nobel da Paz, pouco depois de uma nova explosão de violência no final de agosto no Estado de Rakain, onde os rohingya, uma minoria muçulmana apátrida, viveram décadas de perseguição.

“As perguntas que me fazem sugerem que muitas pessoas têm dificuldades para conciliar o que parece estar acontecendo com os muçulmanos com a reputação da Birmânia como país budista”, escreveu.

O Dalai Lama é o último prêmio Nobel da Paz a se manifestar contra esta onda de violência, que, segundo o relator especial da ONU sobre Direitos Humanos na Birmânia, poderia ter deixado mais de mil mortos, em sua maioria rohingya.

Outros dois laureados – Malala Yousafzai e Desmond Tutu – manifestaram-se nos últimos dias para pedir a Aung Sang Suu Kyi que esteja à altura do prêmio que lhe foi dado em 1991.

O Alto Comissionado da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al Hussein, considerou, nesta segunda-feira, que o tratamento que a Birmânia dispensa à minoria muçulmana rohingya assemelha-se a um “exemplo de limpeza étnica”.

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