Para especialista, governo tenta minimizar reação à mineração na Amazônia

Revista ihu on-line

Francisco Suárez e a transição da escolástica para a modernidade

Edição: 511

Leia mais

Pra onde ir - A crise do Rio Grande do Sul vai além da questão econômica

Edição: 510

Leia mais

Henry David Thoreau - A desobediência civil como forma de vida

Edição: 509

Leia mais

Mais Lidos

  • Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre

    LER MAIS
  • Escravidão, e não corrupção, define sociedade brasileira, diz Jessé Souza

    LER MAIS
  • Se eu estiver errado, corrijam-me. As sete heresias da Amoris Laetitia

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

30 Agosto 2017

Rodrigo Medeiros, vice-presidente da ONG Conservação Internacional Brasil, diz que o recuo do governo Temer na questão da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca) é uma tentativa de minimizar o problema a uma mera falha de comunicação. Para ele, a discussão sobre qual a melhor forma de se aproveitar os recursos da região é o que deve estar em pauta.

A entrevista é publicada por O Globo, 29-08-2017.

Eis a entrevista.

Como você avalia a decisão do governo de editar um novo decreto para extinguir a Renca?

Esse recuo do governo é uma forma de lidar com a questão como se fosse um mero problema de comunicação. Mas não é uma questão de comunicação. O foco da discussão deve ser que tipo de aproveitamento econômico queremos dessa região. Não houve esse debate com a sociedade.

Mas a intenção de abrir a atividade de mineração ao setor privado será restrita a 15% a 30% da Renca, segundo estimativas do setor mineral...

O problema também não se resume a uma questão de escala. O Amapá (no qual fica parte da Renca) é o estado que abriga a Floresta Amazônica com a maior parte do território protegido. Mais de 80% do estado são constituídos de unidades de conservação, ambientais ou indígenas. Foi uma escolha do estado.

Que tipo de ameaça a mineração pode representar às unidades de conservação?

O problema são quais as salvaguardas que vão acompanhar a atividade mineradora e se elas serão eficazes. Todo empreendimento econômico atrai outras atividades. É o vendedor da birosca, a prostituição, a migração de pessoas que pode afetar o entorno da floresta, fazer pressão sobre as unidades de conservação.

Que outras alternativas haveria para o desenvolvimento econômico da região?

É um debate que temos que fazer. Como queremos aproveitar os recursos? É um por meio de um manejo florestal, explorando a madeira? É por meio da mineração? Que outras atividades podemos ter lá? Dá forma como foi editado o decreto, a sociedade não está fazendo uma escolha. O jogo já está definido.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Para especialista, governo tenta minimizar reação à mineração na Amazônia