Mineradoras estrangeiras: A Chacina que o Brasil não viu

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23 Agosto 2017

Genocídio no Brasil, Campo de concentração em Minas Gerais, aquela que depois se tornaria o grande ícone da imprensa no Brasil dá um show de desinformação; estrangeiros vêm ao Brasil, filmam tudo e as imagens rodam o mundo.

A reportagem foi publicada por Tv cidade e reproduzida por Instituto Paulo Fonteles de Direitos Humanos, 07-02-2017. 

O grande ícone da grande imprensa brasileira, estrategicamente, acusa erroneamente garimpeiros brasileiros pela chacina, mobilizando a opinião pública mundial contra o Brasil. A justiça brasileira investiga e, um mês depois, descobre que a culpa é de empresas como a Arruda e Junqueira, empresas terceirizadas por Nelson Rockefeller e pela CIA para o extermínio generalizado de centenas de tribos que vivem em regiões de interesse de mineradoras internacionais. Mas isso não é transmitido para o mundo, nem para o Brasil. Segundo decisão dos donos da grande emissora, é “para não gerar uma visão negativa do Brasil no exterior”.

O ano é 1963. O padre Edgar Smith recebe em seu confessionário o genocida Ataíde Pereira, que, prevendo a morte breve e atormentado pelos crimes que havia cometido, procura o padre para confessar seus pecados e tentar de alguma forma mudar o rumo das coisas. Todos seus companheiros já estão mortos, o chefe da expedição, Francisco Brito, o piloto do avião que bombardeara a tribo e até o próprio padre Edgar estariam mortos algumas semanas mais tarde. Além disso, não havia recebido os quinze dólares prometidos pelo serviço. O padre convenceu Pereira de repetir sua confissão em um gravador e entregou a fita ao SPI, Serviço de Proteção ao Índio. O caso foi abafado no Brasil, mas não no mundo. Finalmente, com toda a pressão internacional o caso chega ao procurador geral de justiça, que pede uma investigação completa do caso.

As provas do genocídio são incontestáveis, 20 volumes de provas são coletados e acusam que entre 1957 e 1968 cerca de 100 mil índios foram assassinados por mineradoras estrangeiras. Os que não resistiram à ocupação tiveram a vida poupada e foram levados para Crenaque, em MG, onde existia um enorme campo de concentração onde mais alguns milhares morreriam de fome e maus tratos. O detalhamento do genocídio é chocante, os Nambikuaras haviam sido mortos com metralhadoras, os Pataxós com varíola inoculada no lugar de vacinas, os Canelas mortos por jagunços, os Maxakali drogados e mortos a tiros, os Beiço de Pau receberam alimentos com formicida e arsênico. Todas as tribos estudadas pelo SIL haviam sido mortas, o Instituto Summer de Linguistica aprendia a língua da tribo o suficiente para dar alternativa aos índios. Ou eles fugiam para o campo de Crenaque ou morreriam.

Homem é torturado em público, preso ao temido pau-de-arara, durante uma demonstração de métodos de tortura institucional da Guarda Rural Indígena, em Minas Gerais. Foto de 1970 

Trechos da confissão de Pereira mostram como era a vida do matador. …"estávamos com bastante medo uns dos outros. Nesse tipo de lugar, as pessoas atiram umas nas outras e são alvejadas, pode-se dizer, sem saber a razão. Quando abrem um buraco em você, eles têm mania de enfiar uma flecha na ferida, para colocar a culpa nos índios…” As próximas vítimas eram os Cinta Larga, uma pequena tribo indígena da Amazônia brasileira que havia cometido o erro de se instalar sobre uma mina de nióbio e se recusavam a sair. O depoimento de Pereira, da chacina dos Cinta Larga mostra como era o cotidiano desses matadores. "…Após metralhar toda tribo havia sobrado somente uma jovem menina e uma criança que chorava abraçada à menina no centro da aldeia. Os matadores pedem pela vida da menina alegando que pode ser usada para prostituição. Chico atravessou a cabeça da criança com um tiro, ele parecia descontrolado, ficamos muito assustados. Ele amarrou a garota índia de cabeça para baixo numa árvore, as pernas separadas, e a rasgou ao meio com o facão. Quase com um único golpe, eu diria. A aldeia parecia um matadouro. Ele se acalmou depois de cortar a mulher e nos disse para queimar as cabanas, jogar os corpos no rio. Depois disso, pegamos nossas coisas e retomamos o caminho de volta, tomando cuidado para esconder nossas pegadas. Mal sabia que um dia a pegada a ser apagada seria ele…”

No fim foi provado que o SPI estava diretamente envolvido nas chacinas com a distribuição de roupas contaminadas por varíola, alimentos envenenados, crianças escravizadas, mulheres prostituídas e muito mais. Dos 700 funcionários, 134 foram processados mas todos perdoados na ditadura, foram então treinados pela CIA aos moldes da Polícia Tribal do Departamento de Assuntos Índios (BIA) dos EUA e colocados sob a chefia do ex-chefe do serviço militar de informações. Assim por mais alguns anos a FUNAI adotou a política de arrendar terras indígenas para empresas mineradoras, encaminhando os índios para morrerem em Crenaque. Os militares do ministério do interior cooperavam com a agência americana de pesquisa geológica mapeando a Amazônia. Trechos do livro “Seja Feita a Vossa Vontade”, de Gerard Colby com Charlotte Dennett.

 

A grande e maior rede de TV do Brasil é uma ferramenta criada pela CIA para esconder a operação Brother Sam e a extração de nióbio do Brasil. Através de Nelson Rockefeller a CIA obtém, usando a CBMM do falecido amigo e sócio, Walter Moreira Salles, o nióbio de Araxá praticamente de graça. Quando Getúlio Vargas descobriu e tentou interromper esse processo foi deposto no golpe militar que levaria à sua morte. Quando Jango descobriu, cassou a Hanna Mineradora e anunciou as reformas de base, também morreu. Em todos esses momentos, Moreira Salles estava presente.

Expedição do SPI ao Xingu. Primeiro contato com os índios Mehinaku, 1944. Foto de Heinz Forthmann/Museu do Índio/Funai 

Agora que o Ministério Público começou a investigar a relação desta emissora com a CBMM surgiu a PEC 37. Se não colar, os tumultos estão aí nas ruas, como o IPES fez em 1964, criando o caos para justificar a intervenção militar. Não podemos fazer protestos violentos e a razão da luta não pode ser aumento do preço da passagem, e sim o fim da exploração oculta do nióbio. Isso é a origem de todo o problema. Precisamos mostrar aos EUA que nós sabemos o que está se passando para que ele libere ainda mais a famosa emissora e grande rede de TV brasileira da obrigação de nos manter desinformados, sempre sabotando o QI dos brasileiros com programas alienantes, condenando ao esquecimento nossos heróis e políticos honestos e escondendo o extermínio sistemático dos nossos índios para beneficiar as empresas estrangeiras, facilitando seus interesses, até tomarem posse de suas terras sem serem notadas. Acorda Brasil

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