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19 Agosto 2017

Após uma condenação inicial impecável, que incluiu a oferta de ajuda a Espanha, Donald Trump enlameou, ontem, a repulsa ao ataque terrorista, em Barcelona, com uma menção a um obscuro episódio do passado estadunidense, na qual, além disso, pareceu apoiar execuções massivas. Depois de condenar no Twitter o múltiplo atropelamento que deixou ao menos 13 mortos e mais de 100 feridos na cidade espanhola, o mandatário emitiu um segundo tuíte assinalando o terrorismo islâmico e fazendo menção ao general John Pershing (1860-1948).

A reportagem é publicada por Página/12, 18-08-2017. A tradução é do Cepat.

“Estudem o que o general Pershing dos Estados Unidos fez aos terroristas quando os capturou. Não houve mais terror radical islâmico por 35 anos!”, escreveu Trump. Segundo um episódio negado por historiadores, Pershing executou 50 prisioneiros muçulmanos, nas Filipinas, com balas untadas em sangue de porco.

Trump resgatou em seu tuíte uma história que havia contado quando ainda era candidato nas primárias do Partido Republicano. Contudo, além disso, há a circunstância de que Pershing lutou em Cuba na guerra entre Estados Unidos e Espanha, na qual esta última perdeu a ilha. O suposto episódio mencionado por Trump em seu tuíte teria ocorrido quando as Filipinas passaram para as mãos dos Estados Unidos, após o país norte-americano vencer a Espanha na guerra de 1898.

As críticas a esse tuíte não demoraram a chegar, tanto nos meios de comunicação estadunidenses, como a CNN, como no Twitter; tanto por sua menção a uma matança, como ao passado colonial dos Estados Unidos. Além disso, sua rapidez em condenar o atentado na Espanha foi comparada a sua reação frente ao atropelamento em Charlottesville daqueles que se manifestavam contra os supremacistas e que Trump negou a classificar como terrorismo.

Antes do tuíte sobre Pershing, Trump havia condenado impecavelmente o atentado em Barcelona e ofereceu a ajuda de seu país a Espanha. “Os Estados Unidos condenam o atentado terrorista em Barcelona, Espanha, e fará tudo o que for necessário para ajudar. Sejam duros e fortes, apreciamos vocês!”, escreveu no Twitter. O presidente, que está em Bedminster, Nova Jersey, na reta final de suas férias, foi informado sobre o que ocorria na Espanha através de seu chefe de gabinete, John Kelly, segundo fontes da Casa Branca.

Afora o tuíte de Trump que enlameou a repulsa, os Estados Unidos se juntaram à Espanha na condenação do atentado e nas expressões de solidariedade e proximidade.

Do Panamá, ao iniciar a última etapa de seu giro pela América Latina, o vice-presidente, Mike Pence, expressou sua condenação, suas condolências e reiterou a oferta de ajuda que, antes, Trump e o secretário de Estado, Rex Tillerson, já haviam pronunciado. “Estamos preparados para ajudar as forças da ordem pública e as autoridades de segurança nacional da Espanha”, disse Tillerson em coletiva de imprensa que ele e o titular de Defesa, James Mattis, deram em Washington, junto a seus pares japoneses. “Os terroristas no mundo devem saber que os Estados Unidos e nossos aliados estão decididos a encontrá-los e levá-los à justiça”, manifestou o secretário de Estado. Não obstante, a primeira reação oficial estadunidense veio da primeira-dama, quando ainda não havia sido confirmado que se tratava de um ataque terrorista. “Nossos pensamentos e orações estão com Barcelona”, escreveu Melania Trump.

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