Cardeal nigeriano diz que pressão para alterar as regras da Comunhão é lamentável

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17 Agosto 2017

O Papa Francisco não alterou o ensino católico sobre as regras para se receber a Comunhão, em vez disso ele assegurou àqueles em situações difíceis que a Igreja cuida delas e que a misericórdia de Deus se lhes estende, disse um cardeal da Nigéria.

A reportagem é de Damian Avevor, publicada por Catholic News Service, 15-08-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Discursando no Congresso Eucarístico Nacional de Gana, em 11 de agosto, evento realizado no município de Jasikan, o cardeal nigeriano John Olorunfemi Onaiyekan, da Arquidiocese de Abuja, disse que era lamentável a pressão feita contra a Igreja Católica em alguns ambientes no sentido de relaxar as regras para a recepção da Sagrada Comunhão.

Essa pressão, disse, pode ser vista nos esforços para se permitir que os católicos divorciados e recasados recebam a Comunhão sem a devida anulação matrimonial ou sem se abster de relações sexuais com o novo parceiro.

Os princípios antigos de unidade e indissolubilidade do matrimônio não podem ser comprometidos a fim de acomodarem “tendências modernas”, declarou.

“Num mundo que atravessa um laxismo moral generalizado, a Igreja de Deus não pode abdicar de sua responsabilidade em sustentar os altos padrões do Evangelho do Senhor Jesus Cristo”, contou Onaiyekan aos católicos reunidos para o congresso.

Segundo ele, a exortação apostólica do Papa Francisco, Amoris Laetitia, que trata sobre a família, claramente reafirma a doutrina tradicional da Igreja.

No capítulo final do documento, Francisco levanta a questão de alguns católicos em situações problemáticas não como sendo a norma, mas como casos excepcionais, ainda segundo o cardeal. O papa fala sobre estes casos para encorajar as pessoas que estão em dificuldade, e para assegurar-lhes de que a Igreja está ciente de seus fardos e de suas lutas, e que ninguém é excluído da misericórdia divina.

Mas a misericórdia de Deus não substitui ou cancela as leis de Deus e as regras da Igreja, acrescentou o religioso.

A participação na missa, mesmo sem participar da Comunhão, não é um exercício fútil, disse Onaiyekan. Na tradição católica, esta participação é referida como “comunhão espiritual”, e é uma expressão da fé de que Deus se faz presente a todo aquele que se encontra disposto a aceitá-lo, independentemente se o indivíduo está em situação regular ou não para receber a Comunhão.

“Devemos estar plenamente convencidos de que ninguém é digno de receber a Sagrada Comunhão”, disse o cardeal. “Isso significa, portanto, que todo aquele que se encontra em uma posição abaixo das regras da Igreja para se aproximar da Sagrada Eucaristia deve assim proceder sem medo e com uma humildade profunda”.

Porque a Igreja acredita que Jesus está verdadeiramente presente na Eucaristia, continuou, “segue-se naturalmente que a celebração da eucarística é o ato mais sagrado e santo, do mais alto nível”.

E, completou, quando o Concílio Vaticano II instou as pessoas a “plenamente participar na Sagrada Eucaristia”, ele queria dizer “que devemos não só ir à missa e passar um tempo orando o rosário ou, pior ainda, lendo os jornais ou tagarelando com os demais no fundo da igreja”.

Ao longo dos séculos, disse Onaiyekan, a Igreja desenvolveu regras elaboradas relativas a celebração da missa a fim de manter a atitude e abordagem corretas à Eucaristia.

Mas, disse também, as regras “não são tão rígidas a ponto de não haver espaço para o Espírito nos inspirar de muitas formas. Em particular, especialmente no Concílio Vaticano II, a Igreja abriu margens para as igrejas locais em diferentes partes do mundo olharem para dentro do patrimônio tradicional da fé e da religião de seus povos e, com criatividade, incorporar alguns destes elementos na celebração da Eucaristia”.

Porém, disse ele, “estas coisas não devem transformar a missa em um evento de entretenimento social ou em uma discoteca”.

“Mesmo quando usamos instrumentos de percussão africanos, é sempre importante manter a solenidade que a Sagrada Comunhão merece”, disse. “A esse respeito, fazemos bem remontarmos às tradições religiosas do nosso povo. O Espírito inspirou-lhes a expressar a fé em Deus com música e dança que servem exatamente a esta finalidade e não para alguma celebração social rotineira”.

O congresso eucarístico foi organizado pela Conferência dos Bispos Católicos de Gana de forma que coincidisse com o 60º aniversário de independência do país e incluísse a rededicação dele e de seus cidadãos a Jesus na Eucaristia.

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