Papa intercede a Maria pelas vítimas de calamidades e conflitos

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16 Agosto 2017

“A Maria Rainha da paz, que contemplamos hoje na glória do Paraíso, gostaria de encomendar, mais uma vez, as angústias e as dores das populações que, em tantas partes do mundo, sofrem por causa das calamidades naturais, tensões sociais ou conflitos”. Foi o que afirmou hoje [15-08], solenidade da Assunção de Maria, o Papa Francisco ao final do Angelus na Praça São Pedro. “Que nossa Mãe celeste obtenha para todos a consolação e um futuro de serenidade e de concórdia!”, acrescentou. E ressaltou também que a Mãe de Jesus dá a capacidade do perdão e do apoio recíprocos. O Pontífice exclamou, pensando na humildade de Maria: “O humilde é poderoso, porque é humilde, não porque seja forte”.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 15-08-2017. A tradução é do Cepat.

Da janela do Palácio Apostólico vaticano, diante dos peregrinos na Praça São Pedro, o Pontífice recordou que “hoje, solenidade da Assunção da Beata Virgem Maria, o Evangelho nos apresenta a jovem de Nazaré que, tendo recebido o anúncio do Anjo, parte depressa para estar próxima a Isabel, nos últimos meses de sua prodigiosa gravidez”. Quando chega na casa de sua prima, “Maria escuta de sua boca as palavras que passaram a fazer parte da oração da ‘Ave Maria’: ‘Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre’”. O bispo de Roma observou que, “de fato, o maior dom que Maria leva a Isabel (e ao mundo inteiro) é Jesus, que já vive nela; e vive não só pela fé e pela espera, como em muitas mulheres do Antigo Testamento: da Virgem, Jesus assumiu a carne humana, para sua missão de salvação”.

Na casa de Isabel e de seu esposo, Zacarias, “onde primeiro reinava a tristeza pela falta de filhos, agora está a alegria de uma criança que está para chegar: um menino que se tornará o grande João Batista, precursor do Messias”. E quando chega a Virgem, “a alegria se derrama e transborda dos corações, porque a presença invisível, mas real de Jesus, enche tudo de sentido: a vida, a família, a salvação do povo... Tudo!”.

Esta alegria “plena se expressa com a voz de Maria na estupenda oração que o Evangelho de Lucas nos transmitiu e que, desde a primeira palavra latina, se chama ‘Magnificat’”. Trata-se de “um cântico de louvor a Deus que opera coisas grandes através das pessoas humildes, desconhecidas ao mundo, como é a própria Maria, como é seu esposo José, e também como é o lugar no qual vivem: Nazaré”.

O Papa, ao refletir sobre a humildade, sem ler o texto que havia escrito para a ocasião, acrescentou: “As grandes coisas que Deus fez com as pessoas humildes! As grandes coisas que o Senhor faz com os humildes no mundo! Porque a humildade é como um vazio que deixa lugar para Deus. O humilde é poderoso porque é humilde, não porque seja forte. E esta é a grandeza do humilde e da humildade”. Em seguida, dirigiu uma pergunta aos fiéis: “a cada um: como está a minha humildade? Mas, não respondam em voz alta”.

Bergoglio retomou sua reflexão lembrando que “o Magnificat canta ao Deus misericordioso e fiel, que cumpre seu plano de salvação para com os pequenos e os pobres, para com aqueles que têm fé Nele, que confiam em sua Palavra, como Maria. Eis, aqui, a exclamação de Isabel: ‘Bendita és tu que acreditou’”.

Francisco assinalou que “tudo isto nós gostaríamos que acontecesse também, hoje, em nossas casas. Ao celebrar Maria Santíssima Assunta ao Céu, gostaríamos que Ela, mais uma vez, trouxesse para nós, às nossas famílias, às nossas comunidades, esse dom imenso, essa graça única que sempre devemos pedir, antes e acima das outras graças que também importam: a graça que é Jesus Cristo!”.

Ao final de sua reflexão, o Santo Padre disse que Maria, ao trazer Jesus, também nos traz uma alegria nova, cheia de significado, uma nova capacidade de atravessar, com fé, os momentos mais dolorosos e difíceis. Em uma palavra: nos traz a capacidade de misericórdia, para perdoar-nos, compreender-nos, apoiarmo-nos reciprocamente.

Após a oração mariana, Francisco encomendou a “Maria Rainha da Paz, que contemplamos hoje na glória do Paraíso, as ansiedades e as dores das populações que, em muitas partes do mundo, sofrem por causa das calamidades naturais, tensões sociais ou conflitos. Que nossa Mãe celeste obtenha para todos a consolação e um futuro de serenidade e de concórdia!”.

Ao final, o Papa Francisco agradeceu aos fiéis por sua presença na Praça São Pedro, desejou a todos uma boa festa da Assunção e pediu, como de costume, orações por ele.

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