Estados Unidos. O bispo de El Paso intervém para suspender a deportação de uma imigrante mexicana

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10 Agosto 2017

“Estou preocupado pelo simples fato de que tivemos que interceder por esta mãe nestas circunstâncias”. O bispo de El Paso, Mark Seitz, conseguiu suspender a deportação de uma imigrante mexicana que há três anos solicitou asilo nos Estados Unidos, depois que seu marido fora assassinado, e que – como se isso fosse pouco – cuida atualmente de uma filha de oito anos com câncer.

O bispo Mark Seitz reza com uma família de "indocumentados" em hospital em El Paso (Foto: Religión Digital)

A reportagem é de Cameron Doody, publicada por Religión Digital, 09-08-2017. A tradução é de André Langer.

María Elena De Loera temia pela segurança de seus três filhos após a morte do seu marido em Ciudad Juárez, Chihuahua, motivo pelo qual ela solicitou asilo em 2014. Seu pedido foi negado no verão de 2015, pouco tempo depois que sua filha, Alia Escobedo, fora diagnosticada com múltiplos tumores.

Funcionários da imigração concederam a De Loera a suspensão da deportação enquanto sua filha recebia tratamento contra o câncer em um hospital de El Paso. Desde então, a advogada de De Loera, Linda Rivas, solicitou cada ano ao ICE, o Escritório de Imigração e Alfândegas, para que reconsidere a renovação da sua licença e a revogação da ordem de deportação.

De Loera permanece em El Paso, perto da sua filha, mas é obrigada a usar tornozeleira eletrônica para que as autoridades da imigração possam localizá-la o tempo todo.

O bispo e outros líderes religiosos intervieram, na última segunda-feira, em nome de De Loera, aderindo ao pedido de sua advogada para pedirem aos funcionários do ICE que suspendam a sua deportação.

Seitz participou com satisfação da audiência judicial na qual se procederia à expatriação de De Loera, já que, como declarou ao CNS (Catholic News Service), sentiu a necessidade de mostrar ao país que “mesmo as razões humanitárias mais óbvias para permitir que uma pessoa fique no país já não são suficientes” na era Trump.

“É preciso mudar as leis que não são boas e, às vezes, essas leis não devem ser seguidas”, acrescentou o bispo a propósito das controversas medidas migratórias que o presidente introduziu desde que chegou à Casa Branca.

“Acredito que a responsabilidade da Igreja é pregar o Evangelho e falar à consciência das pessoas do nosso país para que este seja um lugar melhor, para que este seja um lugar de compaixão, mesmo quando tratamos destes complexos assuntos de imigração”, afirmou também o bispo Seitz. “Foi um prazer conhecê-las [a De Loera e sua filha] e esperamos trazer um pouco de consolo para esta menina”, enfatizou.

Após a visita, os funcionários do ICE aceitaram o pedido de suspender a expatriação, o que significa que eles vão considerar a evidência apresentada para decidir se De Loera pode permanecer no país.

“Penso que essa é uma boa notícia e apreciamos a cooperação do ICE neste momento, dado que María está ao lado da sua filha”, disse Linda Rivas à imprensa em El Paso. “Eles têm a compreensão de que este é um caso muito crítico, especialmente considerando  a condição da filha”, indicou.

Alia, que é atendida no Hospital Infantil de El Paso, passou por oito cirurgias, algumas em sua perna direita, pulmões e boca, para eliminar o câncer.

Em fevereiro passado, seu câncer refluiu, mas voltou a se apresentar em tumores formados em seus pulmões. Alia entrou e saiu da UTI do hospital.

“Como pároco, um dos ministérios mais gratificantes [para mim] foi o encontro com os doentes”, disse Seitz, refletindo sobre suas experiências com a menina doente. “Sempre me sentia perto das crianças que estavam doentes”, disse ao CNS.

Defendendo as ações de De Loera, por outro lado, Seitz afirmou que “se qualquer um de nós vivesse em uma situação, em um país onde há violência extrema, faríamos o que fosse necessário para encontrar um lugar de refúgio, mesmo que isso significasse cruzar uma fronteira”.

A realidade dos imigrantes e dos “indocumentados” é tão dura nos Estados Unidos que deveríamos rezar por eles, sugeriu o bispo. E também “conhecer um imigrante... que fugiu para cá sem a oportunidade de organizar os documentos, porque temia pela sua vida”. Antes, especialmente, “de decidir qual deveria ser a resolução correta destes casos”.

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