Em três meses, governo perdoa quase R$ 30 bilhões dos bancos

Revista ihu on-line

Francisco Suárez e a transição da escolástica para a modernidade

Edição: 511

Leia mais

Pra onde ir - A crise do Rio Grande do Sul vai além da questão econômica

Edição: 510

Leia mais

Henry David Thoreau - A desobediência civil como forma de vida

Edição: 509

Leia mais

Mais Lidos

  • Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre

    LER MAIS
  • Escravidão, e não corrupção, define sociedade brasileira, diz Jessé Souza

    LER MAIS
  • Se eu estiver errado, corrijam-me. As sete heresias da Amoris Laetitia

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU

08 Agosto 2017

Contraf-CUT critica o perdão e deve anunciar campanha contra a medida. "o governo mostra que um setor da economia brasileira pode fazer o que quiser que não pagará pela conta".

Foto: Contraf-CUT/Divulgação.

A reportagem é de Igor Carvalho e publicada por Central Única dos Trabalhadores - CUT, 07-08-2017.

Em 90 dias, o governo ilegítimo de Michel Temer garantiu o perdão da dívida de aproximadamente R$ 30 bilhões do Bradesco, Itaú e Santander. A medida rendeu críticas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

“É uma grande preocupação nossa, esse discurso das reformas Tributária e da Previdência, de que os culpados pela dificuldade de orçamento e receita são os trabalhadores. Esse montante perdoado, ajudaria a pagar, inclusive, o alegado déficit da Previdência”, afirmou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Santander e Itaú tiveram suas dívidas perdoadas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O primeiro teve seu caso analisado pelo órgão no dia 20 de julho e viu a dívida de R$ 338 milhões com o Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e CSLL. As dívidas eram referentes ao processo de aquisição do Sudameris, em 2003.

O Itaú acumulava R$ 25 bilhões de dívidas com a Receita Federal do processo de aquisição do Unibanco. Em audiência no dia 10 de abril, o Carf decidiu perdoar os impostos milionários da transação.

A operação para perdoar a dívida do Bradesco foi ainda mais escusa. O governo, através da Ativos, empresa controlada pela Banco do Brasil, uma empresa pública, para comprar a dívida de R$ 4 bilhões em carteiras de crédito vencidas do banco privado.

Roberto von der Osten mostrou preocupação com a benevolência do governo com os banqueiros. “Com o perdão da dívida, o governo mostra que um setor da economia brasileira pode fazer o que quiser que não pagará pela conta”, afirmou o dirigente, que deve anunciar uma reação dos trabalhadores às medidas.

“Nós devemos lançar uma campanha contra o perdão de divida de grandes devedores. Estamos reunidos e nesta semana ainda teremos uma resolução sobre como reagiremos à esse perdão de dívida”, encerrou Osten.

Leia mais

 

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Instituto Humanitas Unisinos - IHU - Em três meses, governo perdoa quase R$ 30 bilhões dos bancos