União Europeia apresenta plano para aliviar pressão migratória na Itália

Itália | Foto por Babelphotohraphy, Pixabay

Mais Lidos

  • “A rejeição ao PT e à esquerda surge como elemento central de coesão e mobilização de grande parte da população”, afirma o cientista político

    Crise do STF e eleições: entre a deslegitimação da política e a radicalização da extrema-direita. Entrevista especial com Jorge Chaloub

    LER MAIS
  • 13 motivos para votar em Lula. Artigo de Luis Felipe Miguel

    LER MAIS
  • A polarização política que se observa no país dias antes das eleições pode ser explicada pelo “ressentimento social” de uma “sociedade já devastada e abandonada pela institucionalidade”, diz o economista

    Esperança de futuro promissor foi cancelada: esquerda é gestora fria e extrema-direita oferece bodes expiatórios. Entrevista especial com Daniel Negreiros Conceição

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Julho 2017

A Comissão Europeia apresentou nessa terça-feira (4) um plano de ação para a Itália aliviar a crescente pressão migratória da rota central do Mediterrâneo. O plano inclui uma ajuda de 46 milhões de euros (US$ 52,2 milhões) para a Líbia reforçar o controle das fronteiras.

A reportagem foi publicada por Agência Brasil, 05-07-2017.

De acordo com o projeto, a comissão mobilizará fundos para a Itália, trabalhará no reforço da capacidade da Guarda Costeira da Líbia, além de acelerar os retornos da Líbia e da Nígéria, enquanto outros Estados-membros da UE devem apressar a realocação da Itália.

Pelo plano, a Itália é obrigada a aumentar a capacidade de acolhimento e detenção, bem como o retorno dos migrantes ilegais.

"A situação terrível no Mediterrâneo não é uma realidade nova e nem deve passar. Temos feito enorme progresso ao longo dos últimos dois anos para uma verdadeira política de migração da UE, mas a urgência da situação agora nos obriga a acelerar seriamente o trabalho coletivo e não deixar a Itália por conta própria", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em comunicado.

"O foco de nossos esforços tem que ser solidário. Ao mesmo tempo, precisamos agir, em apoio à Líbia, para combater contrabandistas e melhorar o controle das fronteiras a fim de reduzir o número de pessoas que fazem viagens perigosas para a Europa," acrescentou.

De acordo com a comissão, desde janeiro foram registradas 85.183 chegadas à Itália, por meio da rota do Mediterrâneo central, e mais de 2 mil migrantes morreram na jornada.

Os cinco principais países de origem são a Nigéria, Bangladesh, a Guiné, Costa do Marfim e Gâmbia.

No contexto da crise de refugiados, a situação na África foi acompanhada pela União Europeia, depois de um acordo entre o bloco e a Turquia ter levado a uma queda brusca no número de requerentes de asilo na Europa pelos que fazem a rota do Mediterrâneo oriental, que liga a Turquia à Grécia.

Mais de 181 mil migrantes e refugiados, a maioria dos quais usa a Líbia como ponte, chegaram à UE em 2016 pelo Mediterrâneo.

Considerada a mais perigosa para os migrantes no ano passado, a rota central registrou 4.576 mortes, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.

Leia mais