Os teólogos falam do ecofeminismo, ligando a exploração das mulheres à da Terra

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20 Junho 2017

Com a "ecologia" como tema da convenção anual da Sociedade Teológica Católica da América, não é de se surpreender que as contribuições do ecofeminismo - que relaciona a exploração das mulheres e da Terra - fizeram parte da discussão no encontro de quatro dias em Albuquerque.

A reportagem é de Heidi Schlumpf, publicada por National Catholic Reporter, 11-06-2017 . A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

A palestrante de St. Joseph, Irmã Anne Clifford, aplaudiu a encíclica do Papa Francisco sobre o meio ambiente, mas também levantou questões sobre o uso da linguagem "materna", questões sobre o fato de citar pouco as mulheres e outras preocupações em sua resposta ecofeminista a "Laudato Si', sobre o cuidado da nossa casa comum" no sábado de manhã.

A encíclica "ignora o papel dos padrões sociais de gênero no consumo dos recursos da Terra", disse Clifford, presidente de estudos católicos na Universidade Estadual de Iowa, em Ames. Por exemplo, as mulheres têm 14 vezes mais probabilidade de morrer em desastres ecológicos do que os homens, disse ela, como aconteceu no terremoto e tsunami do Oceano Índico de 2004 em Bangladesh.

Clifford também levantou questões sobre o uso de linguagem "materna" na encíclica, quando o Papa cita o Cântico de São Francisco de Assis no início do documento, observando que o "lado sombrio" da linguagem da Mãe Terra é que é "muito diminuída pelo dualismo entre matéria e espírito".

Também preocupou o fato de haver poucas citações de mulheres no documento em comparação aos homens. Somente Maria (a mãe de Jesus) e Santa Teresa de Lisieux, que viveram muito antes das preocupações ecológicas, são citadas em Laudato Si'.

Clifford destacou duas mulheres contemporâneas que têm muita sabedoria para compartilhar sobre a questão do cuidado da Terra: a ecofeminista brasileira Ivone Gebara e a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz Wangari Muta Maathai, do Quênia, fundadora do Green Belt Movement, que plantou mais de 50 milhões de árvores desde a sua fundação em 1977.

O Ecofeminismo também foi tema de uma apresentação no final do dia, com três palestrantes que revisitaram o livro de 1996 Women Healing Earth (Mulheres curando a Terra. Paulinas: 2000), da teóloga feminista Rosemary Radford Ruether, uma edição que reuniu 14 vozes ecofeministas do Sul Global.

Theresa Yugar, da Universidade Estadual da Califórnia, resumiu as ecofeministas latinas contemporâneas, acrescentando que ela participa de um novo grupo, Circulando Juntas, que tenta continuar a "conversa Norte-Sul" iniciada por Ruether.

Entre as palestrantes do evento estavam Sarah Robinson-Bertoni da Universidade de Santa Clara, que relacionou Ruether e Laudato Si', e Lilian Dube, da Universidade de São Francisco, que falou sobre justiça restaurativa para as mulheres em situação de dificuldade na Rodésia, agora Zimbábue.

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