Diversidade caracteriza escolhas de Francisco à Pontifícia Academia para a Vida

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16 Junho 2017

Após ampliar o seu escopo e emitir um novo estatuto para a Pontifícia Academia para a Vida, o Papa Francisco nomeou novos membros para a instituição incluindo cientistas, professores e especialistas em medicina e ética, distribuídos entre religiosos e leigos.

A reportagem é de Junno Arocho Esteves, publicada por Catholic News Service, 13-06-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Sete dos membros são dos EUA e Canadá. Entre eles, estão a Dra. Kathleen M. Foley, neurologista do Centro de Câncer Sloan Kettering, de Nova York, e o Dr. William F. Sullivan, médico eticista natural de Toronto, que atualmente preside a Associação Internacional de Bioeticistas Católicos, no Canadá.

Após o anúncio do Vaticano feito em 13 de junho, Dom Vincenzo Paglia, presidente da Pontifícia Academia, falou que as nomeações de clérigos, cientistas e médicos especialistas trará à Igreja e ao mundo uma “visão profunda e sensata a serviço da vida humana, especialmente a vida enfraquecida e indefesa”.

“Entre [as nomeações] estão vários não católicos, sejam eles pertencentes a outras religiões ou não crentes, num sinal de que a proteção e a promoção da vida humana desconhecem divisões e que só podem ser asseguradas por meio de iniciativas em comum”, disse o arcebispo.

As nomeações incluem o Rabino Fernando Szlajen, argentino com grande experiência em bioética, e o Rev. Nigel Biggar, padre anglicano professor de teologia pastoral e moral da Universidade de Oxford.

Dom Anthony Fisher, arcebispo de Sydney, professor de bioética e teologia moral, e o cardeal holandês Willem Eijk, de Utrecht, que antes de se tornar padre trabalhava como médico em um hospital universitário de Amsterdã, foram também nomeados membros da Academia pelo Papa Francisco.

Fundada em 1994 por São João Paulo II, a Pontifícia Academia para a Vida é encarregada de defender e promover “o valor da vida humana e a dignidade da pessoa humana”.

Em novembro de 2016, Francisco emitiu o novo estatuto da instituição, ampliando o escopo de sua atividade e pesquisa.

O novo estatuto acrescenta que a defesa da vida, por parte da Academia, deve incluir “o cuidado da dignidade da pessoa humana em diferentes estágios da vida”, bem como “a promoção de uma qualidade de vida humana que integre o seu valor material e espiritual com uma visão à autêntica ‘ecologia humana’, que ajude a recuperar o equilíbrio original da criação entre a pessoa humana e todo o universo”.

Ao todo, os novos membros nomeados pelo papa são de 27 países, incluindo Itália, Espanha, Japão, Tunísia, Israel e Burkina Fasso.

Entre eles estão incluídos treze membros que já atuaram na Academia antes de seu novo estatuto e cujas membresias foram renovadas.

Cinco antigas lideranças da Pontifícia Academia para a Vida foram declaradas membros honorários. Entre elas estão o Cardeal Carlo Caffarra, arcebispo emérito de Bolonha, e Birthe Lejeune, vice-presidente da fundação, nomeação feiat como forma de homenagem a seu falecido esposo, Jerome Lejeune, o primeiro a presidir a Academia.

Paglia disse que os membros honorários “representam a história da academia e uma paixão pela vida humana; são pessoas pelas quais devemos todos ser gratos”.

É graças ao “trabalho anterior de tantos homens e mulheres ilustres que, hoje, com a nomeação de novos acadêmicos, a nossa instituição dá continuidade ao seu serviço à vida com uma energia renovada”, completou.

Além de Foley e Sullivan, os demais membros americanos e canadenses são: Carl Anderson, Cavaleiro Supremo da Ordem dos Cavaleiros de Colombo; John Haas, presidente do Centro de Bioética Católica Nacional, de Filadélfia; o Dr. Daniel Sulmasy, professor de bioética na Universidade de Georgetown; John Keown, professor de ética cristã na mesma instituição; e Dom Noel Simard, bispo da Diocese de Valleyfield e Quebec e porta-voz da conferência episcopal canadense para temas bioéticos relacionados à eutanásia.

Os membros da Pontifícia Academia para a Vida são nomeados para mandatos de cinco anos, que podem ser renovados. A membresia cessa uma vez que o acadêmico completa 80 anos de idade.

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