Vaticano aos muçulmanos: juntos pela proteção da criação

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03 Junho 2017

O compromisso comum pela proteção da criação é o tema da 50ª mensagem anual enviada pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso aos muçulmanos de todo o mundo por ocasião do Ramadã, o mês do jejum iniciado no dia 27 de maio e que se conclui com a festa de ‘Id al-Fitr, que vai cair, com base nos movimentos da lua, em torno do dia 24 de junho.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 02-06-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na mensagem, assinada no dia 19 de maio e publicada nessa sexta-feira, um dia após o anúncio dos Estados Unidos de se retirarem do acordo sobre o clima de Paris, recorda-se que, na sua encíclica Laudato si’, “o Papa Francisco chama a atenção para os danos causados ao ambiente, a nós mesmos e aos nossos semelhantes, pelos nossos estilos de vida e pelas nossas decisões”.

O texto ressalta que existem “algumas perspectivas filosóficas, religiosas e culturais que representam uma ameaça para a relação da humanidade com a natureza” e reitera que “a nossa vocação de sermos guardiões da obra de Deus não é nem facultativa, nem marginal em relação ao nosso compromisso religioso como cristãos e muçulmanos: é parte essencial dele”.

Na mensagem, intitulada “Cristãos e muçulmanos: juntos pelo cuidado da casa comum”, o prefeito do dicastério vaticano titular do diálogo com o mundo muçulmano, o cardeal Jean Louis Tauran, e o secretário, Mons. Miguel Angel Ayuso Guixot, inspiram-se, este ano, “na carta encíclica do Papa Francisco Laudato si’ – Sobre o cuidado da casa comum, dirigida não só aos católicos e aos cristãos, mas também a toda a humanidade. O Papa Francisco – enfatiza o Pontifício Conselho – chama a atenção para os danos causados ao ambiente, a nós mesmos e aos nossos semelhantes, pelos nossos estilos de vida e pelas nossas decisões. Há, por exemplo, algumas perspectivas filosóficas, religiosas e culturais que representam uma ameaça para a relação da humanidade com a natureza. Acolher esse desafio envolve a todos nós, independentemente do fato de professarmos ou não uma crença religiosa”.

“O próprio título da encíclica – ressalta a mensagem vaticana – é expressivo: o mundo é uma ‘casa comum’, uma morada para todos os membros da família humana. Portanto, nenhuma pessoa, nação ou povo pode impor, de modo exclusivo, a sua compreensão do planeta. É por isso que o Papa Francisco convida a ‘renovar o diálogo sobre o modo como estamos construindo o futuro do nosso planeta. ... desafio ambiental, que vivemos, e as suas raízes humanas dizem respeito e têm impacto sobre todos nós”. O Papa Francisco afirma que “a crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior”.

São necessárias a educação, uma abertura espiritual e uma “conversão ecológica global” para enfrentar adequadamente esse desafio. Como crentes, a nossa relação com Deus deve ser cada vez mais evidente através do modo como nos relacionamos com o mundo que nos cerca. A nossa vocação de ser guardiões da obra de Deus – ressalta a Santa Sé – não é nem facultativa, nem marginal em relação ao nosso compromisso religioso como cristãos e muçulmanos: é parte essencial dele”.

O dicastério aponta, no início do texto, que a mensagem deste ano é particularmente significativa: “Cinquenta anos atrás, em 1967, apenas três anos depois da instituição deste Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso pelo Papa Paulo VI, no dia 19 de maio de 1964, pela primeira vez, foi enviada uma mensagem para esta ocasião”.

O cardeal Tauran e o Mons. Guixot recordam como foram “particularmente importantes” duas mensagens publicadas nesse meio século: aquela publicada durante o pontificado de João Paulo II em 1991, intitulada “A via dos crentes é a via da paz”, e a de 2013, primeiro ano do pontificado de Jorge Mario Bergoglio, intitulada “A promoção do respeito mútuo através da educação”, ambas assinadas pelos próprios pontífices.

A mensagem para o Ramadã é “a mais importante e de longa data” entre as inúmeras atividades para promover o diálogo com os muçulmanos, escreve ainda o Pontifício Conselho, que sublinha que é auxiliado, nisso, pelas comunidades católicas locais e pelos núncios apostólicos. “A experiência de ambas as nossas comunidades afirma o valor dessa mensagem para promover relações cordiais entre vizinhos e amigos cristãos e muçulmanos, oferecendo reflexões sobre desafios atuais e urgentes”.

O documento conclui com o seguinte desejo dirigido aos muçulmanos de todo o mundo: “Que os pensamentos religiosos e as bênçãos que derivam do jejum, da oração e das boas obras possam sustentá-los, com a ajuda de Deus, no caminho da paz e da bondade, no cuidado de todos os membros da família humana e de toda a Criação! É com esses sentimentos que desejamos, mais uma vez, serenidade, alegria e prosperidade”.

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