Sejamos azeite de esperança e não vinagre de amargura, diz o Papa Francisco

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01 Junho 2017

O cristão “semeia esperança, azeite de esperança, perfume de esperança” e não "vinagre de amargura", de desespero. Disse o Papa Francisco durante a Audiência Geral na Praça São Pedro, há poucos dias da festa de Pentecostes, no próximo domingo, o "aniversário da Igreja". Francisco expressou seu desejo de que "‘espalhemos’ esperança" para "os mais necessitados, os mais excluídos, todos os que estão em necessidades".

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 31-05-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

O Espírito Santo, disse Jorge Mario Bergoglio prosseguindo com o ciclo de catequeses dedicado à esperança cristã, "é o vento que nos impulsiona para frente, o que nos mantém no caminho, faz-nos sentir peregrinos e forasteiros", e não nos permite que nos convertamos em um "povo sedentário".

A Carta de São Paulo aos Hebreus compara a esperança com uma âncora, e o Papa acrescentou a figura das velas a esta imagem: "Se a âncora é o que dá segurança para o barco e o mantém "ancorado" no mar, a vela "é o que faz o barco se movimentar e avançar sobre as águas. «A esperança é verdadeiramente como uma vela, recolhendo o vento do Espírito Santo e transformando-o em uma força motriz que impulsiona o barco, dependendo do caso, em mar aberto ou na margem".

Francisco depois refletiu sobre a expressão que São Paulo utiliza em sua Carta aos Romanos, quando ele se refere ao "Deus da esperança", e explicou que esta expressão "não significa apenas que Deus é o objeto de nossa esperança, mas Aquele a quem esperamos alcançar um dia na vida eterna; também significa que Deus é Aquele que desde já nos faz ter esperança, e mais, faz-nos "felizes na esperança"; alegres agora para esperar e não apenas esperar para ser felizes. É a alegria de esperar, não esperar para ter alegria, hoje. "Enquanto há vida, há esperança", diz um ditado popular, e - destacou - também é verdade o contrário: enquanto há esperança, há vida. Os homens necessitam da esperança para viver e necessitam do Espírito Santo para esperar".

O Espírito Santo torna possível "esperar mesmo quando falta toda a motivação humana" para esperar, traz uma esperança que "não decepciona, porque o Espírito Santo está dentro de nós e nos impulsiona a seguirmos em frente, sempre adiante". Além disso, prosseguiu, "o Espírito Santo não nos torna apenas capazes de esperar, mas também de ser semeadores de esperança, de nós sermos também, como ele e graças a ele, "paráclitos", ou seja, consoladores e defensores dos irmãos. Semeadores de esperança: um cristão não pode semear amarguras, não pode semear perplexidades... isto não é cristianismo. E se você fizer isso, não é um bom cristão. Semeie esperança, azeite de esperança, perfume de esperança, e não vinagre de desespero".

Francisco concluiu sua catequese citando o Beato Cardeal Newman, que afirmava: "Instruídos por nosso próprio sofrimento, por nossa própria dor, e mais, por nossos próprios pecados, temos a mente e o coração exercitados para qualquer obra de amor para com aqueles que estão em necessidade". De acordo com Francisco, "são principalmente os pobres, os excluídos, os não amados, as pessoas que precisam de alguém que se torne o seu "paráclito", isto é, alguém consolador e defensor. Temos de fazer o mesmo com os mais necessitados, os mais excluídos, aqueles que mais sofrem, devemos ser seus defensores e consoladores".

Uma esperança, alimentada pelo Espírito Santo em toda a Criação: "diz o apóstolo Paulo (parece um pouco estranho, mas é verdade) que a Criação também ‘está pretendida com ardente espera’ pela libertação, e ‘geme e sofre’ como as dores do parto". Isso também encoraja a respeitar a Criação: não se pode sujar um quadro sem ofender o artista que o criou", recordou Francisco.

E concluiu: "Que na próxima festa de Pentecostes, que é o aniversário da Igreja, estejamos unidos em oração, com Maria, a Mãe de Jesus e nossa. Que o dom do Espírito Santo nos faça abundar em esperança. E ainda mais: que nos faça esparramar esperança com todos aqueles que têm mais necessidades, os mais excluídos".

No início da audiência, o Papa foi acompanhado por cinco crianças para fazer o seu habitual passeio entre os peregrinos na Praça de São Pedro no jipe branco.

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