Os arrependidos da internet

Revista ihu on-line

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Clarice Lispector. Uma literatura encravada na mística

Edição: 547

Leia mais

Mais Lidos

  • Müller também se recusa, na 'TV do diabo', a participar do Sínodo

    LER MAIS
  • Desmatamento na Amazônia já chega a quase 9 mil km² em 2021, mostra Imazon

    LER MAIS
  • Aquele que veio para desconstruir e devastar - Frases dia

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


30 Mai 2017

“Eu acreditava que a internet melhorava o mundo. Eu estava errado”: quem fala isso é o guru e fundador do Twitter, Evan Williams, 45 anos, criador do Blogger (em 1999), a plataforma de blogs, fundador do Twitter (em 2006) e do Medium (em 2012), o espaço digital pensado para conteúdos de qualidade. Williams, “O arrependido da web”, como diz o título de um artigo publicado no Corriere della Sera do dia 22 de maio passado, assinado por Leonard Barbieri.

A reportagem é publicada por L’Osservatore Romano, 27-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

É do mesmo tom o J’accuse (ou, talvez, seria melhor chamá-lo de mea culpa) de Walter Isaacson, presidente e diretor-executivo do Aspen Institute, autor de uma biografia de Steve Jobs. “Hoje, ninguém pode dizer com certeza quem está do outro lado da tela, se um troll ou um adolescente macedônio”, disse Isaacson há alguns meses em um discurso na Academia Americana de Artes e Ciências.

E continuou: “Devemos ajustar a Rede: depois de 40 anos, ela começou a corroer a si mesma e a nós”. É claro, “ela continua sendo uma invenção maravilhosa e milagrosa, mas há cupim nos fundamentos e morcegos no campanário”. E o anonimato virtual, celebrado porque permitia que as vozes reprimidas se expressassem livremente, alimenta os piores instintos. “A web não é mais o lugar onde a comunidade se defronta.”

De 3,7 bilhões de usuários conectados, ela se tornou um exército de trolls e hackers, crackers e bots, os programas que imitam o nosso modo de falar e oferecem informações online. Resultado? “A internet não funciona mais”, admite Evan Williams ao New York Times. E não só a web está quebrada, mas as coisas também estão piorando. Os suicídios, os homicídios e os espancamentos acabam no Facebook. Os provocadores e os difamadores inundam o Twitter. E as notícias falsas – “criadas por ideologia ou lucro”, escreve o jornal estadunidense – crescem enormemente.

“Eu pensava que, se déssemos a todos a possibilidade de se expressar livremente e trocar ideias e informações, o mundo se tornaria automaticamente melhor. Eu estava errado”, diz Williams. Porque “a internet acaba premiando os extremos”.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Os arrependidos da internet - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV