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25 Maio 2017

Aprovação das MPs que reduzem a proteção das florestas pelo Senado é um exemplo dos retrocessos socioambientais que podem vir por aí

A reportagem é publicada por Greenpeace, 24-05-2017.

Na terça-feira (23), parlamentares da bancada ruralista declararam que manterão apoio aos projetos do governo Temer, mesmo após os escândalos que envolvem o presidente. Poucas horas depois, em votação relâmpago, o Senado aprovou as Medidas Provisórias 756/2016 e 758/2016 sem alterar o texto vindo da Câmara. Juntas, as medidas reduzem a proteção de quase 600 mil de hectares de florestas – o equivalente a quatro vezes a cidade de São Paulo –, impulsionando desmatamento, grilagem e violência.

“Numa tentativa de se salvar, Temer vai potencializar a bancada ruralista e levar ainda mais destruição para a Amazônia. Estamos assistindo para quem e como funcionam as canetas do governo. E não é a favor da população. Foi esse tipo de negociata que levou o país ao atual caos político”, afirma Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil. “Fica cada vez mais claro que os ruralistas farão qualquer coisa para garantir seus interesses, sem se importarem com os prejuízos para o país. Só querem o deles e pronto”, complementa.

Na esteira de destruição ambiental do governo Temer, outras medidas provisórias e projetos de lei que representam apenas os interesses ruralistas podem ser aprovados nas próximas semanas. É o caso da MP 759/2016, que facilita a grilagem de terras, e projetos de lei que enfraquecem o licenciamento ambiental e facilitam a venda de terras para estrangeiros. “A cada canetada, áreas deixariam de ser protegidas, indo para as mãos de grileiros e, por fim, podendo ser vendidas a estrangeiros. Não são ações soltas. São articuladas e todas conversam com a destruição”, conclui Astrini.

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