“Pensemos no que aconteceu com Romero por ter dito a verdade”, alerta Francisco

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24 Maio 2017

“Eu lembro, em minha terra, muitos homens e mulheres, consagrados bons, não ideólogos, mas que diziam: ‘Não, a Igreja de Jesus é assim?’. ‘Estes comunistas, fora!’, e os expulsavam, os perseguiam. Pensemos no beato Romero, não?, o que lhe aconteceu por dizer a verdade. E muitos na história, também aqui na Europa. Por quê?”. Tudo isto foi questionado pelo Papa Francisco, durante a missa matutina de hoje, 23 de maio de 2017, na capela da Casa Santa Marta, em cuja homilia refletiu sobre a necessidade de passar de um estilo de vida “morno” a um verdadeiro “anúncio” de Jesus.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 23-05-2017. A tradução é do Cepat.

Na homilia, segundo a Rádio Vaticana, o Pontífice apontou que “o mau espírito prefere uma Igreja tranquila, sem riscos, uma Igreja de negócios, uma Igreja cômoda, na comodidade da tibieza, morna”.

O Bispo de Roma recordou uma coisa que “se repete na história da salvação”: quando o povo de Deus está tranquilo, não se arrisca ou serve, não digo ‘aos ídolos’, mas à ‘mundanidade’, então o Senhor envia os profetas que são perseguidos, “porque incomodavam”, assim como São Paulo (referiu-se à Leitura do dia, dos Atos dos Apóstolos), que compreende o engano e expulsa a este espírito que, apesar de dizer a verdade, ou seja, que ele e Silas são homens de Deus, era um espírito “de tibieza, que tornava a Igreja morna”. Na Igreja, afirmou o Papa Bergoglio, “quando alguém denuncia muitas formas de mundanidade é visto com olhos tortos, isto não funciona, melhor que se distancie”, exclamou.

“Lembro que em minha terra, muitos, muitos homens e mulheres, consagrados e bons, não ideólogos, diziam: ‘Não, a Igreja de Jesus é assim...’. Estes comunistas, fora!’, e os expulsavam. Eram perseguidos. Pensemos no beato Romero. O que aconteceu por dizer a verdade. E a muitos, muitos na história da Igreja, também aqui na Europa. Porque o espírito maligno prefere uma Igreja tranquila, sem riscos, uma Igreja dos negócios, uma Igreja cômoda na comodidade do calor, morna”.

“Quando a Igreja é morna, está tranquila, toda organizada, não há problemas, olha para onde estão os negócios”, advertiu, mas, para além do “dinheiro”, o Papa falou da “alegria”. “Este é o caminho de nossa conversão diária: passar de um estado de vida mundano, tranquilo, sem riscos, católico, sim, mas assim, morno, a um estado de vida do verdadeiro anúncio de Jesus Cristo, à alegria do anúncio de Cristo”. “Passar de uma religiosidade que olha muito para os lucros, para outra de fé e que proclame que Jesus é o Senhor”, pediu.

O Pontífice também afirmou que “uma Igreja sem mártires não dá confiança”. “Uma Igreja – continuou – que não se arrisca provoca desconfiança. Uma Igreja que tem medo de anunciar Jesus Cristo e expulsar os demônios, os ídolos, os outros senhores que são o dinheiro e que não é a Igreja de Jesus”.

“Na oração, pedimos a graça e também agradecemos ao Senhor pela renovada juventude que nos dá com Jesus e pedimos a graça de que Ele conserve esta renovada juventude. Esta Igreja dos Filipenses foi renovada e se tornou uma Igreja jovem. Que todos nós tenhamos isto: uma juventude renovada, uma conversão de um modo de viver morno ao anúncio gozoso de que Jesus é o Senhor”, concluiu Francisco.

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