"Guerra alargada destrói boa parte da humanidade". Francisco pede que EUA e Coreia do Norte diminuam as tensões e busquem mediação

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30 Abril 2017

O Papa Francisco pediu que os EUA e a Coreia do Norte diminuam as tensões nucleares, dizendo que a disputa atual envolvendo testes com armas atômicas se tornou “perigosa demais” e sugerindo que ambos peçam a um terceiro país que intervenha e aja como mediador.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 29-04-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em coletiva de imprensa a bordo do avião que o trouxe do Egito no sábado, o papa também advertiu o presidente americano Donald Trump e o líder coreano Kim Jong-Un que uma guerra nuclear poderá destruir “grande parte da humanidade”.

“Peço-lhes (…) como já pedi a outros líderes de vários locais, que trabalhem para resolver os seus problemas através do caminho da diplomacia”, declarou.

“Temos os facilitadores, muitos no mundo”, falou Francisco, trazendo a Noruega como exemplo. “Há mediadores que se oferecem, há países (…) dispostos a ajudar”.

“Uma guerra alargada destrói (…) boa parte da humanidade”, advertiu. “Paremos! Procuremos uma solução diplomática!”.
Francisco respondia a uma pergunta sobre o que desejaria dizer a Trump e a Kim após o aumento nas tensões entre os dois países.

No dia 28 de abril, o secretário de Estado americano Rex Tillerson disse ao Conselho de Segurança da ONU que o desenvolvimento do programa nuclear norte-coreano poderia levar a “consequências catastróficas”. Kim respondeu no dia seguinte testando um míssil balístico, o quarto desde março.

O teste ocorreu no momento em que o porta-aviões USS Carl Vinson chegava em águas próximas da península coreana. Antes, a Coreia do Norte ameaçou atacar o comboio americano caso este fizesse alguma ação provocativa.

Ele disse que as Nações Unidas precisam reassumir a liderança mundial de um modo mais incisivo diante da situação, dizendo que as capacidades da organização internacional haviam se diluído.

“Acredito que as Nações Unidas têm o dever de repreender um pouco a sua liderança, porque se aguou um pouco”, disse.
Francisco falou também que está disposto a se reunir com Trump, caso o presidente queira fazer uma viagem ao Vaticano na ocasião de sua participação, nos dias 26 e 27 de maio, na cúpula do G7 a acontecer na Sicília.

Embora o porta-voz da Casa Branca Sean Spicer disse no começo do mês que Trump iria procurar encontrar-se com o papa, não houve a informação ainda de que o Vaticano teria recebido alguma solicitação.

No dia 29 de abril, o papa falou que as autoridades diplomáticas não tinham ainda informado sobre a existência, ou não, de uma solicitação para audiência.

“Não me informaram pela Secretaria de Estado que haja uma petição nesse sentido, mas eu recebo a todos os Chefes de Estado que solicitam uma audiência”, disse.

Na coletiva do dia 29, perguntaram ao papa também sobre as declarações que ele fez em Roma no último dia 22, em que criticou o tratamento que os migrantes recebem nos centros de refugiados. Na ocasião, disse que alguns até mesmo se parecem com campos de concentração. Mais tarde, o Comitê Judaico Americano considerou “lamentável” a escolha da palavra usada pelo pontífice.

“Não foi um lapso de linguagem”, declarou Francisco aos jornalistas.

“Há campos de refugiados que são verdadeiros campos de concentração”, continuou ele, dizendo que em alguns destes lugares os refugiados ficam encerrados atrás de muros e não podem deixar os arredores.

Francisco igualmente falou sobre a viagem de dois dias ao Egito, onde discursou num encontro sobre a paz organizado pelo grande imã sunita Ahmed el-Tayeb, encontrou-se com o presidente Abdel Fattah el-Sisi, e assinou uma declaração conjunta com o papa ortodoxo copta Tawadros II.

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