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27 Abril 2017

A Frente Nacional de Marine Le Pen obteve seu máximo rendimento eleitoral no domingo, com 7,6 milhões de votos, ou seja, 21,4% do eleitorado. Foi isso que as câmeras de TV mostraram no domingo na sede do partido na Hénin-Beaumont: champanhe que jorrava, cartazes que diziam “Marine para Presidente”, música e uma festa à noite.

A reportagem é de Claire Sergent e publicada por Página/12, 25-04-2017. A tradução é de André Langer.

Mas, depois do discurso de sua líder, uma vez terminada a ovação de pé, alguns admitiram sua decepção com o fato de que Le Pen não tivesse terminado na frente de Emmanuel Macron (que obteve 24%) no primeiro turno.  Um ativista admitiu: “Eu sei que o nosso próximo presidente será Macron”. E levantando uma taça, acrescentou: “Mas é bom que tenha chegado ao segundo turno; vamos comemorar do mesmo jeito”.

“A votação é extremamente decepcionante, muito longe do previsto nas pesquisas dos últimos meses”, disse Jean-Yves Camus, analista e presidente do Observatório do Radicalismo da Fundação Jean-Jaurès, assinalando que as sondagens em um determinado momento davam a Le Pen 29%. “As pesquisas apontaram durante semanas que ela estaria na frente depois do primeiro turno; é prova de que algo saiu errado”. Ao analisar as causas daquilo que ele chama de “fracasso” de Le Pen, Camus sugeriu que o partido precisa “voltar aos fundamentos, caso queira ter sucesso”.

Jean-Marie Le Pen, ex-líder da Frente Nacional, criticou sua filha na rádio francesa Europe 1 por abandonar os caminhos do partido. Embora a tenha elogiado por chegar ao segundo turno, disse que tinha desejado “uma campanha mais dinâmica, mais agressiva, mais francesa, com menos desejos de desintoxicar”. Camus disse que Le Pen “na reta final, voltou às suas áreas de predileção – segurança, imigração –, mas isso não foi suficiente”.

Stéphane Wahnich, analista político que escreveu dois livros sobre a líder da Frente Nacional, disse que a passagem de Le Pen para o segundo turno “realmente não foi uma vitória”. Afirmou que foi obtida pela forte base de eleitores do partido e, “sobretudo, graças a Fillon, aos eleitores descontentes com as acusações de falsos empregos (contra ele)”. “Ela tinha mais dificuldades do que o esperado e a desintoxicação (limpeza do partido) mostra seus limites”, disse.

As pesquisas neste momento a situam 22 pontos atrás de Macron quando faltam duas semanas e Le Pen praticamente não tem nenhuma chance de ser eleita no segundo turno.

Aqui em Paris, Le Pen ganhou apenas 5% dos votos. Como nunca antes, a capital demonstrou ser uma singularidade política. Xavier Paquet, de 32 anos, que trabalha em marketing, disse que “não estava surpreso com a votação da Frente Nacional nas principais cidades”, especialmente em Paris e Lyon, onde cresceu. “Historicamente, estas cidades voltam menos na Frente Nacional porque há mais profissões de primeiro nível e empregos cotizados e mais acesso a informação e cultura”, disse.

Isabelle, psicóloga, votou no Macron, e para ela, o resultado deste primeiro turno demonstrou que havia “uma divisão entre uma parte da população que aspira a uma profunda mudança, porque está decepcionada, frustrada e profundamente insatisfeita com sua situação atual. E outra parte, que é mais otimista sobre a mesma situação”.

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