Francisco e a renúncia, segundo Adolfo Nicolás, ex-superior geral da Companhia de Jesus

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04 Abril 2017

Palavras significativas foram relatadas pelo geral emérito da Companhia de Jesus em um artigo. O Pe. Adolfo Nicolás escreve também que o pontífice lhe disse: “Peço ao bom Deus que me leve consigo quando as mudanças forem irreversíveis”.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada por Corriere della Sera, 03-04-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Pe. Adolfo Nicolás relata que, um dia, quando já tinha anunciado a sua renúncia como padre geral dos jesuítas, ele falava com Francisco, e o papa, sobre a renúncia, disse-lhe que tinha a intenção de “levar em séria consideração o desafio de Bento XVI”.

São palavras significativas proferidas pelo geral emérito da Companhia de Jesus e relatadas em um artigo escrito para a revista espanhola Mensajero. O Pe. Nicolás, além disso, também escreve que, depois de poucos meses, o pontífice lhe disse: “Peço ao bom Deus que me leve consigo quando as mudanças forem irreversíveis”.

Completar a obra de reforma

Nada de predeterminado, portanto. Ao contrário, o desejo de poder levar em frente até o fim e completar a sua obra de reforma. Mas, nas palavras de Francisco, relatadas por uma fonte de tamanha autoridade, há a reflexão de um papa que considera, pelo menos, a possibilidade de uma “renúncia” ao pontificado, como Ratzinger.

Além disso, ainda em 2014, Francisco tinha explicado que Bento XVI “abriu uma porta, a porta dos papas eméritos”, e, se “um bispo de Roma sente que as suas forças desaparecem, eu acredito que deve se fazer as mesmas perguntas de Bento”.

No ano passado, de volta da Armênia, ele acrescentara que “há 70 anos os bispos eméritos não existiam e hoje existem... Mas, com esse prolongamento da vida, pode-se reger uma Igreja até uma certa idade, com doenças, ou não?”. Assim, no futuro, poderia haver outros papas eméritos, “eu não digo muitos, mas talvez dois ou três, e serão eméritos”, já que o papa será sempre “um só”.

Pontificado breve

Quanto àquilo que lhe diz respeito, Francisco disse ter “a sensação de que o meu reinado será breve, quatro a cinco anos”, contou ao padre jesuíta Antonio Spadaro, em dezembro, por ocasião dos seus 80 anos: “É como uma sensação um pouco vaga... Talvez não seja assim... Mas tenho como que a sensação de que o Senhor me colocou aqui por pouco tempo. Mas é uma sensação. Por isso, sempre deixo as possibilidades em aberto”, esclareceu.

Bergoglio, no fim das contas, confia-se à oração: “Eu farei aquilo que o Senhor me disser para fazer. É preciso rezar para buscar a Sua vontade”.

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