Moreno, candidato de Rafael Correa, aparece como vencedor com 94% dos votos apurados

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03 Abril 2017

O candidato de Rafael Correa à presidência do Equador, Lenín Moreno, aparece como ganhador pela vantagem mínima nas eleições presidenciais realizadas no domingo. Com mais de 94% dos votos apurados, o ex-vice-presidente conquistaria uma vitória com pouco mais de dois pontos percentuais sobre o líder da oposição, o banqueiro Guillermo Lasso. O presidente responsável pela chamada "revolução cidadã" conseguiu o apoio majoritário em três mandatos principalmente graças a sua política de investimentos, mas no último mandato cresceu o descontentamento e a sociedade evidenciou profundas divisões. Nessas eleições os equatorianos tentaram deixar para trás a polarização de campanha. Em um primeiro momento os dois candidatos reivindicaram a vitória ao final da votação, baseando-se em pesquisas de boca de urna divergentes. Os dados oficiais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) davam 51,07% a Moreno contra 48,9% de Lasso.

A reportagem é de Francesco Manetto, publicada por El País, 02-04-2017.

Na entrada do colégio eleitoral instalado na escola San Francisco de Quito, o local do norte da capital onde votou no começo da manhã o presidente em final de mandato, se respirava um ambiente tranquilo, apesar da mobilização de grandes dispositivos de segurança pela cidade. Os eleitores dos dois lados mostraram seu desejo de se começar um novo ciclo.

“Vim votar para ver se ocorre uma mudança e saímos desse socialismo”, afirma Carlos Donozo, de 29 anos. Um casal defendia o trabalho de Correa e por isso votou em Moreno, que de acordo com os analistas quer iniciar um novo estilo. “Precisamos ter consciência de que ocorreram investimentos em serviços públicos e estradas”. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o órgão encarregado da realização correta das eleições, destacou em seu primeiro relatório que não ocorreu nenhuma denúncia dos membros das mesas e dos delegados dos partidos, Aliança País e Movimento Acredito.

Essa fotografia não mostra o clima de tensão que perpassou toda a corrida eleitoral caracterizada por uma campanha suja, acusações cruzadas e escasso conteúdo político. Os quase 13 milhões de eleitores chamados a votar escolhem um presidente que, pelas circunstâncias dessa nova etapa, a divisão social e as dificuldades econômicas terá que estabelecer diálogo com a oposição.

É a primeira vez em uma década que o Equador vota em segundo turno para desempate, o que demonstra o desgaste do projeto político de Correa, também batizado como “socialismo do século XXI”. Em 19 de fevereiro, Moreno ficou a poucos décimos dos 40%, o limite necessário para se evitar uma nova votação. Lasso, o concorrente conservador que mais votos obteve, quase não passou dos 28%, mas nas últimas semanas tentou capitalizar o voto de outras forças. Cynthia Viteri, do Partido Social Cristão, e o ex-prefeito de Quito Paco Moncayo, representante socialdemocrata, anunciaram publicamente seu apoio ao líder do Movimento Acredito. Essas alianças, entretanto, não garantem que o comportamento de seus eleitores seja uniforme.

Um resultado apertado

O resultado, de acordo com as últimas pesquisas, será apertado. O candidato da situação lidera a maioria das pesquisas, mas o ex-presidente do Banco de Guayaquil se recuperou nos últimos dias de campanha. O voto dos indecisos, entre 6% e 14%, segundo diversas sondagens, será determinante. Nessas eleições também entram na equação da política equatoriana as pessoas indignadas e desencantadas com seus governantes. “Não sou a favor de Correa e do outro, mas o lobo vestido de cordeiro também não me entusiasma”, diz Cristian Cuchipe, de 32 anos, sobre Lasso em relação ao seu passado de banqueiro.

O candidato da oposição tentou convencer os eleitores com promessas fiscais, de melhora econômica e o argumento da mudança. E essa é a palavra mais escutada entre seus seguidores. “Estamos esperando tranquilos, e esperamos uma mudança”, explica Ricardo Cruz, de 33 anos. A margem do ganhador será decisiva para que seus adversários aceitem a derrota. Em qualquer caso, tal margem será pequena, dois ou três pontos, de acordo com os especialistas. Após o primeiro turno, os atrasos de quase três dias para se anunciar os números finais alimentaram as suspeitas de fraude e causaram protestos e manifestações da oposição.

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