Aqueles 1.000 quilômetros de inferno para pequenos viajantes sozinhos

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06 Março 2017

Eles partem da Eritreia, Nigéria, Mali, Sudão ou Costa do Marfim. Deixam a mãe e o pai, os avós e todos os entes queridos. Põem-se a viajar sozinhos, carregando sobre as costas um grande peso: o de todas as esperanças da família por uma vida melhor, longe da guerra, da violência, da fome e da pobreza. Mas a viagem da esperança que, a cada dia, centenas de crianças sozinhas enfrentam é uma viagem fatal. Porque, para alcançar a Europa, é preciso passar pela Líbia: mil quilômetros de inferno.

A reportagem é de Daniela Fassini, publicada no jornal Avvenire, 01-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Uma viagem mortal para as crianças” é o relatório, que também é um alerta, apresentado pela Unicef para sensibilizar sobre a situação dos menores não acompanhados que, da África, chegam à Europa. Dos 181.436 migrantes e refugiados que chegaram à Itália em 2016, 28.223, ou seja, cerca de 16%, são menores, e nove em cada 10 deles chegaram às costas italianas não acompanhados. Além disso, dos 4.579 migrantes (um em cada 40) que, em 2016, estima-se que morreram durante a travessia do Mediterrâneo, acredita-se que 700 eram menores de idade.

Na Líbia, a situação é explosiva: milícias contrapostas que combatem entre si, à caça de migrantes para explorá-los. “A rota do Mediterrâneo central a partir do norte da África até a Europa é uma daquelas em que mais pessoas morrem no mundo e é uma das mais perigosas para as crianças e as mulheres”, declara Afshan Khan, diretor regional e coordenador especial da Unicef para a crise dos refugiados e dos migrantes na Europa. “A rota é, em sua maior parte, controlada pelos traficantes e por outras pessoas que veem as crianças e as mulheres desesperadas como presas.”

Atualmente, na Líbia, de acordo com dados da Unicef, existem 256 mil migrantes, dos quais 30 mil mulheres e 23 mil crianças (um terço delas não acompanhadas). Mas os dados reais, de acordo com a OIM, poderiam ser três vezes maiores.

A situação mais dramática, segundo os testemunhos recolhidos pela Unicef no seu relatório, é registrada nos centros de detenção, aqueles geridos pelo governo e pelas milícias armadas: centenas de pessoas amontoadas, sem comida nem água, em condições desumanas, que sobrevivem sob a chantagem do “pay per go” (pagar para partir).

“As crianças não deveriam ser obrigadas a colocar as próprias vidas nas mãos de traficantes, simplesmente porque não têm alternativa”, conclui Khan. “Nós devemos identificar, em nível global, os fatores que estão na origem da migração e trabalhar juntos por um sólido sistema de passagens seguras e legais para as crianças em movimento, sejam elas refugiadas ou migrantes.”

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