Um cinquentenário vivido com responsabilidade ecumênica e consciência global

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19 Janeiro 2017

Uma conversa com o arcebispa sueca Antje Jackélen, que palestrou em Roma no congresso da Pontifícia Universidade Antonianum sobre “Novas leituras da Reforma”.

A reportagem é de Luca Baratto, publicada no sítio Riforma, 17-01-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“Em Lund, ocorreram muitas coisas novas e impensáveis até pouco tempo atrás. Como, por exemplo, o abraço ecumênico entre o papa e uma arcebispa mulher protestante!” Assim começou Antje Jackélen, arcebispa luterana de Uppsala e primaz da Igreja da Suécia, na sua conferência do último dia 16 de janeiro, na Antonianum de Roma, no âmbito do congresso “Novas leituras da Reforma”.

Foi ela que acolheu, no dia 31 de outubro passado, na Catedral de Lund, na Suécia, o Papa Francisco e os representantes da Federação Luterana Mundial (FLM) para a celebração ecumênica que abriu o ano do cinquentenário da Reforma Protestante (1517-2017).

“Não só o evento em si, mas também a sua organização – frisa Jackélen – foram uma experiência ecumênica enriquecedora, que contou com uma estreita colaboração entre o Vaticano e Genebra, sede da FLM, mas também entre Uppsala e Estocolmo, as duas sedes principais da Igreja Luterana e da Igreja Católica na Suécia. O papa veio para Lund não como simples convidado, porque os convites – afirma a expoente luterana – partiram conjuntamente tanto do Vaticano quanto da Federação Luterana Mundial.”

Diante da grande plateia de estudantes da Antonianum, a arcebispa explicou que os luteranos pretendem viver os 500 da Reforma com “responsabilidade ecumênica e consciência global”. Acima de tudo ecumenismo. “Ser ecumênico, neste caso, não significa simplesmente convidar os outros cristãos para as iniciativas do cinquentenário”, explicou Jackélen. “Significa reler o próprio passado junto com os outros cristãos.”

É o que afirma o documento luterano-católico “Do conflito à comunhão”, que propõe uma narrativa comum às duas confissões sobre a história do século XVI e, ao mesmo tempo, define alguns imperativos para o futuro. “A liturgia de Lund dá uma boa ideia daquilo que podemos compartilhar. Podemos nos alegrar juntos pelo Evangelho e por tantos dons que temos em comum ou que podemos oferecer uns aos outros. Devemos fazer a confissão do pecado pelas feridas causadas. Podemos nos comprometer pelo futuro no sentido de continuar em um caminho de reconciliação e, acima de tudo, no testemunho comum do Evangelho em um mundo cada vez mais marcado por violências e injustiças.”

Quanto à consciência global, em vez disso, “o fato é que esse cinquentenário cai em um momento de crescimento do cristianismo. Mas não na Europa, e sim no Sul do mundo!” É por isso também que a próxima Assembleia Geral da FLM será realizada em meados deste ano não na Alemanha ou em outro lugar histórico da Reforma, mas em Windhoek, na Namíbia.

Se, na perspectiva global, não é por acaso que “o Papa Francisco é argentino, e o secretário-geral da FLM, Martin Junge, chileno”, também não é por acaso que quem exerce o cargo de arcebispa de Uppsala é uma mulher. “As Igrejas luteranas no mundo defendem convictamente o acesso das mulheres ao ministério pastoral e episcopal, assim como a sua presença em todos os níveis de responsabilidade eclesiástica.”

É claro que existem exceções, como a decisão da Igreja Luterana da Letônia, que, no ano passado, aboliu a possibilidade de ter mulheres pastoras, mas se trata justamente de exceções.

Dentre as iniciativas para a próxima Assembleia da FLM, encontramos também o caminho “Mulheres a caminho: de Wittenberg a Windhoek”. “Limitar o ministério a um gênero só, do ponto de vista luterano, é um limite que empobrece o próprio ministério pastoral”, concluiu a arcebispa.

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