Argentina. "Há indignação contra a Igreja". Jesuíta fala sobre padres pedófilos

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13 Janeiro 2017

O padre Miguel Yáñez, único membro argentino da Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores, criada pelo Papa Francisco, assegurou ontem que há um "problema muito evidente" de abuso de crianças na Argentina e reconheceu que, no caso do Instituto Próvolo de Mendoza, houve a ação de uma "estrutura criminosa comandada pelos mesmos religiosos".

A reportagem foi publicada por Página/12, 12-01-2017. A tradução é de Henrique Denis Lucas.

Yáñez sustentou que "a pressão da mídia tem sido positiva" para dar visibilidade aos casos de pedofilia, e reconheceu que "há indignação contra Igreja por conta da ocultação" feita do assunto.

No caso de Próvolo, os acusados por molestar meninos surdos são o padre italiano Nicolás Corradi (82), que tinha acusações semelhantes em Verona nos anos 1980 e foi transferido para Mendoza; o padre Horacio Corbacho (55); o acólito Jorge Bordon (55); ex-funcionário do instituto José Luis Ojeda (41) e o jardineiro Armando Gómez (46).

"A sociedade está indignada pela forma em que a Igreja lidou com a situação no passado, o que permite que aconteça novamente. Uma conduta de ocultação, de não reconhecimento da gravidade do fato, seja por ignorância ou por interesses corporativos de autodefesa", disse o religioso.

Yáñez, que é um jesuíta designado por Francisco em 2014 para fazer parte do núcleo original de seis membros que a Pontifícia Commissão para a Tutela dos Menores, destacou que a pressão da imprensa contribuiu para dar visibilidade à questão. "A pressão da mídia tem sido positiva a nível mundial, porque obrigou a Igreja a dar um passo à frente, à avançar. O trabalho do jornalismo investigativo tem ajudado muito a reconhecer e a encontrar soluções", explicou.

"Escutamos muitas coisas que são absurdas, como por exemplo, que as vítimas querem dinheiro ou qualquer outra coisa. No fundo, isto é não reconhecer que o problema existe e a gravidade que possui. Um abuso apenas é o suficiente para destruir a vida de uma pessoa. É terrível e temos de ser muito cuidadosos", diz Yáñez.

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