Vaticano insiste ter autoridade para investigar Ordem de Malta

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • ‘Cultura do descarte e do ódio’ de governantes atuais lembra Hitler, confessa papa Francisco

    LER MAIS
  • Bolívia. “O elemento central da derrubada de Evo Morales não é a direita, mas o levante popular”. Entrevista com Fabio Luís Barbosa dos Santos

    LER MAIS
  • O que suponho que Lula deveria dizer. Artigo de Tarso Genro

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

10 Janeiro 2017

O responsável pela condução de uma investigação sobre a Ordem de Malta disse que o Vaticano tem autoridade para investigar o desligamento de um cavaleiro sênior por ser ela uma ordem religiosa, desafiando a afirmação de que a Santa Sé não possui o direito de interferir, dado que os Cavaleiros constituem uma entidade soberana.

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada por The Tablet, 09-01-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em carta vista pelo The Tablet, Dom Silvano Tomasi explica que o desligamento de Albrecht von Boeselager como Grande Chanceler se deu com base na “recusa de obediência” na qualidade de religioso e, portanto, está sob a competência do Vaticano.

Os Cavaleiros de Malta, ordem que remonta ao século XI, são uma entidade soberana com relações diplomáticas com mais de 100 países e que conta com um alto grau de autonomia. Ao mesmo tempo, seus líderes são também religiosos professos que prometem obediência ao papa.

Mas o Grão-Mestre da Ordem, Matthew Festing, disse que uma investigação papal no caso não se justificava, enquanto John Critien, o Grande Chanceler, escreveu aos Cavaleiros dizendo-lhes que não podem colaborar com o processo por causa da sua “irrelevância judicial”.

Em carta a Critien, no entanto, Tomasi diz que essa declaração é imprecisa, perturbou profundamente certos membros da Ordem e está em contradição direta com o desejo de Francisco de uma unidade e reconciliação entre os Cavaleiros.

“No que diz respeito ao desligamento do Grande Chanceler da Ordem, o problema não é a soberania da Ordem, mas a alegação razoável de procedimentos questionáveis e da falta de causa válida provada para a ação tomada, como levantada pela parte interessada”, escreve Tomasi, acrescentando que o papa e a Santa Sé nunca pediram que Boeselager fosse desligado.

O Cavaleiro alemão foi afastado no mês passado pelo Grão-Mestre na presença de um destacado crítico do Papa Francisco, o Cardeal Raymond Burke, patrono da Ordem, no contexto de uma discussão sobre a distribuição de camisinhas.

Durante o encontro, o Grão-Mestre ordenou que Boeselager se retirasse – dando a entender que este era o desejo da Santa Sé. Mas diante da recusa, o Grão-Mestre o despediu e em seguida o suspendeu da Ordem com base na quebra do voto de obediência religiosa.

Tomasi explica que tendo sido a “recusa de obediência” o fundamento para o desligamento, são necessários “superiores religiosos” para esclarecer o procedimento.

A investigação junto à Ordem de Malta está em curso e espera-se que seja concluída no final deste mês.


Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Vaticano insiste ter autoridade para investigar Ordem de Malta - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV