Colômbia pode ter referendo sobre adoção de crianças por casais gays

Revista ihu on-line

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Mais Lidos

  • O que deve ser cancelado? Eis a questão

    LER MAIS
  • Às leitoras e aos leitores

    LER MAIS
  • Padre Miguel Ángel Fiorito, SJ, meu Mestre do Diálogo: “Ele nos ensinou o caminho do discernimento”. Artigo do Papa Francisco

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

Por: João Flores da Cunha | 22 Dezembro 2016

O Senado da Colômbia aprovou no dia 13-12 a convocação de um referendo popular que visa impedir a adoção de crianças por casais homossexuais. A adoção igualitária é legal no país desde novembro de 2015, a partir de uma decisão da Corte Constitucional colombiana. O projeto de referendo foi aprovado em segundo turno pelo Senado com 53 votos a favor e 21 contra, e agora será enviado à Câmara de Deputados.

De acordo com a proposta, a possibilidade de adotar uma criança ficaria restrita a casais heterossexuaismulheres e homens solteiros também perderiam seu direito à adoção. A votação seria uma consulta à população sobre a inclusão de um parágrafo em um artigo da Constituição do país. O texto proposto fala no direito às crianças de “ter uma família constituída por um casal heterossexual, ou seja, um homem e uma mulher unidos entre si em matrimônio ou união matrimonial de fato”.

O projeto é de autoria da senadora Viviane Morales, do Partido Liberal. A votação proposta é chamada de “referendo discriminatório” pelos contrários a ela, que a veem como um ataque ao direito dos homossexuais de igualdade perante a lei.

A iniciativa é uma reação a um cenário de avanços dos direitos LGBT na Colômbia. Em abril de 2016, a Corte Constitucional legalizou o casamento homossexual no país. Foi o quarto da América do Sul a fazê-lo, após Argentina, Uruguai e Brasil.

O presidente Juan Manuel Santos, que foi favorável à aprovação do casamento igualitário, já afirmou ser contrário à realização do referendo idealizado pela senadora Viviane Morales. Se a Câmara de Deputados aprovar a proposta, ela irá se converter em lei e será analisada pela Corte Constitucional. O referendo só irá acontecer se a corte der o seu aval a ele.

Apesar dos avanços, a população LGBT do país ainda sofre com a violência. 110 pessoas LGBT foram assassinadas na Colômbia em 2015, de acordo com um relatório da ONG Colombia Diversa – uma alta em relação aos últimos anos.

Leia mais

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Colômbia pode ter referendo sobre adoção de crianças por casais gays - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV