“As ‘dúvidas’ dos quatro cardeais são uma bofetada na cara do Papa”

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03 Dezembro 2016

Apesar de não dizer que os quatro cardeais dissidentes – Burke, Caffarra, Meinser e Brandmüller – poderão perder seu cardinalato, o decano da Rota Romana, dom Pio Vito Pinto, faz-lhes sérias críticas em uma nova entrevista concedida ao sítio Katholisch.de, chegando a qualificar o escândalo que criaram como uma “bofetada na cara” do Papa Francisco.


A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 02-12-2016. A tradução é de André Langer.

“Eles não são um concílio com algum tipo de competência”, critica Pinto os cardeais ultraconservadores, recordando não apenas que, pelo fato de serem cardeais, eles “estão ligados ao Papa em maior grau de lealdade”, mas também que a figura do pontífice “representa o dom da unidade, o carisma de Pedro”. “Evidentemente, podem escrever ao Papa e mandar-lhe suas perguntas, mas obrigá-lo a responder e que publique o caso já é outro assunto”.

Para a máxima autoridade da Igreja em processos de nulidade de matrimônio, embora fosse um ato “muito sério” que os quatro cardeais publicaram sua carta e suas “dúvidas”, não está em questão que Francisco lhes retire seus barretes cardinalícios. “Francisco é um farol de misericórdia e tem uma paciência infinita”, disse Pinto. “Não creio que ele vá fazer isso. (...) Sendo Papa, poderia fazê-lo. Se conheço bem o Francisco, não o fará”.

De acordo com Pinto, mesmo que os cardeais ultraconservadores não corram o risco de serem excluídos do Colégio Cardinalício, isso não significa que não mereçam críticas. A começar pelo cardeal Raymond Burke, que chegou a ameaçar Francisco com “um ato formal de correção de um erro grave” por algumas das proposições contidas na Amoris Laetitia.

“É uma loucura”, insistiu Pinto. “Um concílio de cardeais que pudesse pedir contas ao Papa não existe. A tarefa dos cardeais é ajudar o Papa no exercício do seu ofício, e não bloqueá-lo ou dar-lhe preceitos”. Além disso, “Francisco, não apenas está em completo acordo com a doutrina, como também com todos os seus antecessores do século XX, e essa foi uma era dourada com excelentes Papas: começando com Pio X”.

Burke e eu trabalhamos juntos: pareceu-me uma pessoa amável”, refletiu Pinto sobre sua relação com o cardeal americano. “Agora gostaria de lhe perguntar: ‘Eminência, por que fez isso?’”

O cardeal italiano também não economizou censuras ao cardeal Joaquín Meisner, com cujo proceder Pinto afirma também estar “escandalizado”. “Meisner foi um grande bispo de uma diocese importante (Colônia): que triste que agora com esta ação coloque uma sombra sobre sua história. Meisner, um grande líder espiritual! Não esperava que chegasse a isso”.

Por sua proximidade com João Paulo II e Bento XVI, acrescentou Pinto, o cardeal alemão deveria ter-se dado conta de que “Bento XVI e Francisco estão totalmente de acordo sobre a análise e as conclusões relativas à questão do matrimônio”.

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