Equador. Definido o cenário eleitoral para a sucessão de Rafael Correa

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Por: João Flores da Cunha | 26 Novembro 2016

A corrida para a sucessão de Rafael Correa na presidência do Equador já está em marcha. Ao longo das últimas semanas, os candidatos a presidente e vice inscreveram suas chapas junto ao Conselho Nacional Eleitoral do país, que já encerrou os registros. Ao todo, oito chapas irão participar do pleito. A campanha começa oficialmente no dia 2-01-2017, e as eleições serão realizadas em 19-02-2017.

A chapa favorita para vencer as eleições é a da Alianza Pais (Patria Altiva i Soberana), o partido de Rafael Correa, de esquerda. Seu candidato a presidente será Lenin Moreno, e o vice, Jorge Glas, que é o atual vice-presidente do país. Vice de Correa entre 2007 e 2013, Moreno é paraplégico e atua como enviado especial das Nações Unidas para Deficiência e Acessibilidade.

Correa, presidente desde 2007, já havia anunciado que não iria concorrer à reeleição. Um movimento de jovens intitulado Rafael Contigo Siempre fez esforços de recolhimento de assinaturas para alterar a lei que o impedia de se apresentar a mais uma eleição, mas o próprio presidente deixou claro que não pretendia seguir à frente do país.

Em seu terceiro mandato, Correa mantém alta popularidade. O atual presidente obteve sucessivas vitórias nas últimas eleições: assumiu em 2007, e teve o mandato abreviado por uma reforma constitucional; elegeu-se mais uma vez em 2009, e foi reeleito em 2013. Seu governo foi marcado pela redução nos índices de pobreza e de desemprego do país.

Correa se dirigiu ao Conselho Nacional Eleitoral junto com Moreno e Glas para inscrever a chapa da Alianza Pais no dia 16-11. Seu apoio garante a eles o favoritismo em 2017. De acordo com pesquisas eleitorais realizadas recentemente no país, Moreno lidera a corrida e pode ser eleito no primeiro turno.

O principal candidato de oposição é o empresário Guillermo Lasso, que foi derrotado por Correa em 2013. Ele representa o CREO – Creando Oportunidades, de centro-direita. Em pré-campanha, ele anunciou um plano para criar um milhão de empregos no Equador ao longo do mandato de quatro anos.

Se necessário, haverá um 2º turno no dia 2-04-2017. No Equador, a eleição é definida no 1º turno caso um candidato tenha mais de 50% dos votos ou se obtiver mais de 40% e uma vantagem de 10 pontos percentuais em relação ao segundo colocado. Em 2013, Rafael Correa foi reeleito com facilidade, ainda no 1º turno: ele teve 57% dos votos, contra 22% de Lasso, o segundo colocado.

Embora o prazo para a inscrição de chapas já tenha se encerrado, ainda há a possibilidade de alterações no cenário do pleito. Há um período de avaliação pelo Conselho Nacional Eleitoral, que pode impugnar as inscrições em caso de irregularidades. Até o momento, nenhuma chapa foi rejeitada pelo órgão.

12,8 milhões de equatorianos estão habilitados a votar nas eleições de fevereiro. Além de escolher seu próximo presidente e os representantes do Legislativo, eles também votarão em uma consulta popular sobre paraísos fiscais. A enquete, que foi impulsionada pelo presidente Correa, pretende impedir que pessoas que têm recursos em países que funcionam como paraísos fiscais se candidatem a cargos políticos ou sejam servidores públicos no Equador.

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