Carta aberta do presidente da Conferência Episcopal da Grécia aos quatro cardeais

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22 Novembro 2016

“Se vocês estão ‘profundamente preocupados com o verdadeiro bem das almas’ e movidos ‘pela apaixonada preocupação pelo bem dos fiéis’, eu, irmãos caríssimos, estou ‘profundamente preocupado com o verdadeiro bem das suas almas’, pelo seu gravíssimo pecado”.

Publicamos aqui a carta aberta de Dom Fragkiskos Papamanolis, o.f.m.cap, bispo emérito de Siro, Santorini e Creta, e presidente da Conferência Episcopal da Grécia, enviada aos quatro cardeais que, recentemente, expuseram criticamente suas “dúvidas” sobre a Amoris laetitia, do Papa Francisco.

O texto foi publicado no sítio Settimana News, 21-11-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Siro (Grécia), 20 de novembro de 2016

Caríssimos irmãos no episcopado,

A minha fé no nosso Deus me diz que Ele não pode não amar vocês. Com a sinceridade que brota do meu coração, chamo-lhes de “irmãos caríssimos”.

Também na Grécia chegou o documento que vocês entregaram à Congregação para a Doutrina da Fé e que foi publicado na segunda-feira passada pelo site da revista L’Espresso.

Antes de publicar o documento e, mais ainda, antes de redigi-lo, vocês deviam ter se apresentado ao Santo Padre Francisco e ter pedido para serem cancelados dos componentes do Colégio Cardinalício.

Além disso, vocês não deviam ter feito uso do título de “cardeal” para dar prestígio àquilo que vocês escreveram, e isso por coerência com a consciência de vocês e para aliviar o escândalo que vocês provocaram ao escrever como indivíduos.

Vocês escrevem que estão “profundamente preocupados com o verdadeiro bem das almas” e, indiretamente, acusam o Santo Padre Francisco de “fazer progredir na Igreja alguma forma de política”. Pedem que “ninguém os julgue injustamente”. Injustamente os julgaria quem dissesse o contrário daquilo que vocês escrevem explicitamente. As palavras que vocês usam tem o seu significado. O fato de vocês se ornarem do título de cardeais não muda o sentido das palavras gravemente ofensivas ao bispo de Roma.

Se vocês estão “profundamente preocupados com o verdadeiro bem das almas” e movidos “pela apaixonada preocupação pelo bem dos fiéis”, eu, irmãos caríssimos, estou “profundamente preocupado com o verdadeiro bem das suas almas”, pelo seu duplo gravíssimo pecado:

- o pecado de heresia (e de apostasia? Assim, de fato, começam os cismas na Igreja). A partir do seu documento, aparece claramente que, na prática, vocês não creem na suprema autoridade magisterial do papa, fortalecida por dois Sínodos dos bispos provenientes de todo o mundo. Vê-se que o Espírito Santo inspira somente a vocês e não ao vigário de Cristo e nem mesmo aos bispos reunidos em sínodo.

- e ainda mais grave o pecado de escândalo, provocado publicamente ao povo cristão em todo o mundo. A esse propósito, Jesus disse: “Ai do homem que causa escândalo” (Mt 18,7). “Melhor seria para ele pendurar uma pedra de moinho no pescoço e ser jogado no fundo do mar” (Mt 18,6).

Impulsionada pela caridade de Cristo, rezo por vocês. Peço ao Senhor que os ilumine para aceitarem com simplicidade de coração o ensinamento magisterial do Santo Padre Francisco.

Temo que as suas categorias mentais encontrarão argumentos sofisticados para justificar o seu modo de agir, de modo a nem sequer considerá-lo como um pecado a ser submetido ao sacramento da penitência, e que vocês continuarão celebrando todos os dias a Santa Missa e recebendo sacrilegamente o sacramento da Eucaristia, enquanto se fazem de escandalizados se, em casos específicos, um divorciado recasado recebe a Eucaristia e ousam acusar de heresia o Santo Padre Francisco.

Saibam que eu participei nos dois Sínodos dos bispos sobre a família e escutei as suas intervenções. Também ouvi os comentários que um de vocês fazia, durante a pausa, sobre uma afirmação contida na minha intervenção na Aula sinodal, quando eu declarei: “Pecar não é fácil”. Esse irmão (um de vocês quatro), falando com os seus interlocutores, modificava as minhas afirmações e colocava na minha boca palavras que eu não tinha pronunciado. Além disso, dava às minhas declarações uma interpretação que não podia ser conectada, de modo algum, com aquilo que eu tinha afirmado.

Irmãos caríssimos, o Senhor os ilumine a reconhecer, o quanto antes possível, o pecado de vocês e a reparar o escândalo que vocês provocaram.

Com a caridade de Cristo, fraternalmente os saúdo.

+ Fragkiskos Papamanolis, o.f.m.cap,
Bispo emérito de Siro, Santorini e Creta,
Presidente da Conferência Episcopal da Grécia

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