Francisco: “As bem-aventuranças são a carteira de identidade do cristão”

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02 Novembro 2016

“As bem-aventuranças são a carteira de identidade do cristão, que o identifica como seguidor de Jesus. Somos chamados a ser bem-aventurados, seguidores de Jesus, enfrentando os sofrimentos e angústias do nosso tempo com o espírito e o amor de Jesus”. O Papa Francisco despede-se da Suécia fazendo um chamado à unidade, apelando aos santos “bem-aventurados” e recordando-nos que só podemos ser santos se formos felizes, e felizes seguindo as bem-aventuranças. “Que alcancemos a santidade na unidade”.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 01-11-2016. A tradução é de André Langer.

Hoje, assim como no tempo de Jesus, as bem-aventuranças continuam atuais. Bergoglio reafirmou-as na manhã desta terça-feira no Swedbank Stadion de Malmoé, em meio a um intenso fio e com poucas pessoas, mas muito efusivas, nas arquibancadas:

“Bem-aventurados os que suportam com fé os males que outros lhes infligem e perdoam de coração; felizes os que olham nos olhos os descartados e marginalizados fazendo-se próximo deles; felizes os que reconhecem Deus em cada pessoa e lutam para que também outros o descubram; felizes os que protegem e cuidam da casa comum; felizes os que renunciam ao seu próprio bem-estar em benefício dos outros; felizes os que rezam e trabalham pela plena comunhão dos cristãos... Todos eles são portadores da misericórdia e ternura de Deus, e d’Ele receberão sem dúvida a merecida recompensa”.

A Suécia não é um país católico. Isso se notou na única missa que o Papa rezou no Swedbank Stadion de Malmoé. Muito frio, poucas pessoas, mas, isso sim, muito entusiasmadas. Francisco só pôde iniciar a missa meia hora depois do horário previsto, pois seu carro deteve-se a cada instante para beijar crianças, abençoar idosos e enfermos. Todos eles, santos felizes de Deus, bem-aventurados, no dia em que a Igreja celebra a memória de Todos os Santos.

Ninguém sabia se o Papa ia falar em italiano, inglês, castelhano ou sueco. Finalmente, decidiu usar sua língua materna. Em sua homilia, o Papa recordou que hoje (terça-feira) se celebra a festa de Todos os Santos. “Recordamos a tantos irmãos que viveram a sua vida cristã na plenitude da existência”.

Entre eles, “certamente há muitos dos nossos parentes, amigos e conhecidos”. Celebramos hoje “a festa da santidade. Essa santidade que, talvez, não se manifesta em grandes obras nem em sucessos extraordinários, mas que sabe viver, fiel e diariamente, as exigências do Batismo”.

Uma santidade, acentuou o Papa, marcada pelo “amor fiel até ao esquecimento de si mesmo e à entrega total aos outros, como a vida daquelas mães e pais que se sacrificam pelas suas famílias sabendo renunciar de boa vontade, embora nem sempre seja fácil, a tantas coisas, tantos projetos ou programas pessoais”.

“Mas, se alguma coisa há que caracterize os Santos, é o fato de serem verdadeiramente felizes. Descobriram o segredo da felicidade autêntica, que mora no fundo da alma e tem a sua fonte no amor de Deus. Por isso, os Santos são chamados bem-aventurados. As Bem-aventuranças são o seu caminho rumo ao seu destino, rumo à pátria. As Bem-aventuranças são o caminho de vida que o Senhor nos indica, para podermos seguir os seus passos”.

Porque “as bem-aventuranças são o perfil de Cristo e, portanto, também do cristão”. Entre elas, o Papa destacou a mansidão. “Este é o seu retrato espiritual, e desvenda-nos a riqueza do seu amor. A mansidão é uma maneira de ser e viver que nos assemelha a Jesus e nos faz estar unidos entre nós; faz com que deixemos de lado tudo o que nos divide e contrapõe, a fim de procurar formas sempre novas para avançar no caminho da unidade”. Fazendo a memória de Santa Brígida, o Papa recordou como os santos “trabalharam para estreitar os laços de unidade e comunhão entre os cristãos”, e pediu “mansidão de coração” para continuar trabalhando pela unidade.

“A chamada à santidade é para todos, e temos que recebê-la do Senhor com espírito de fé”, prosseguiu o Papa. “Nós necessitamos uns dos outros para nos tornarmos santos. Ajudemo-nos a nos tornar santos! Juntos, peçamos a graça de acolher, com alegria, esta chamada e trabalhar unidos para levá-la a cumprimento”.

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