Hoje, a eleição do novo superior geral da Companhia de Jesus: qual a sua importância para o pontificado de Francisco?

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14 Outubro 2016

Nesta sexta-feira, deveremos conhecer o nome e a proveniência do 31º superior geral da Companhia de Jesus. No dia, 212 delegados, procedentes de 66 países dos cinco continentes, com uma votação eletrônica, deverão ratificar a eleição do sucessor do padre Adolfo Nicolás, prepósito demissionário por decisão pessoal. Para ser eleito, são necessários 50% dos votos mais um, ou seja, 107.

A reportagem é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo, 13-10-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

No último dia 27 de setembro, a agência SIR, em uma nota sobre a coletiva de imprensa de apresentação da 36ª Congregação Geral que vai eleger o novo superior dos jesuítas, presidida pelo padre Federico Lombardi, relatava: "Respondendo às perguntas de jornalistas, Lombardi fez referência à reforma que levou à constituição da Secretaria para a Comunicação, da qual, nos últimos dias, foi divulgado o estatuto, e comentou: ‘Muda a situação e muito profundamente’. ‘Eu acho que o novo Geral – especulou – falará com o papa e ouvirá se o papa quer dizer algo mais específico ou se a missão terminou com a mudança dessa situação.’ A Rádio Vaticano, portanto, para Lombardi, ‘é um assunto do qual o novo Geral vai se ocupar, em diálogo com o papa, para entender quais são os seus desejos nesta situação’. ‘Não há decisões a serem tomadas por parte da Congregação’, especificou, ‘depende do novo governo tratar com a Santa Sé sobre as tarefas que a Santa Sé requer".

De acordo com a nossa leitura, que, obviamente, pode estar errada, as palavras do padre Lombardi parecem fixar no fim do serviço da Companhia de Jesus à frente da rádio do papa depois de 85 anos, um ponto crucial nas relações entre o Papa Francisco e a sua congregação.

Para a maioria, há pouco tempo, parecia impensável que um papa jesuíta pudesse abrir mão da contribuição da Companhia no âmbito das comunicações radiofônicas e digitais da Santa Sé. No entanto, assim foi. O papa o quis e assim deve ser feito.

O padre Lombardi destacou: "Não há decisões a serem tomadas por parte da Congregação"; Mas, depois, o ex-diretor da Rádio Vaticano fez algumas considerações que, à luz dos eventos de amanhã, parecem relevantes. Ele disse:

1) "Muda a situação e muito profundamente" (...) "é um assunto do qual o novo Geral vai se ocupar, em diálogo com o papa, para entender quais são os seus desejos nesta situação."

2) "Eu acho que o novo Geral falará com o papa e ouvirá se o papa quer dizer algo mais específico ou se a missão terminou com a mudança dessa situação."

Nesse ponto, é claro que a história da Rádio Vaticano já é coisa do passado, irreversível, até porque a nova Secretaria para a Comunicação trabalha duro, sustentada por uma codificação jurídica muito precisa e detalhada, embora em alguns pontos não totalmente clara. (Por exemplo, ainda existe a figura do "porta-voz do Santo Padre"? Ou o que são ou serão as chamadas "linhas editoriais"? Ou quanto vai custar essa nova estrutura que, de acordo com o organograma, parece muito encorpada, complexa e pouco simplificada? Por fim, o que é exatamente a "visão teológica da comunicação"?)

O que parece prioritário agora são as relações específicas do Santo Padre com a Companhia, e isso leva a pensar imediatamente na definição da contribuição dos jesuítas ao pontificado do primeiro papa jesuíta na história da Igreja. E aqui se abre um capítulo longo e articulado.

 

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