Bispos dos EUA trabalham na implementação de Amoris Laetitia, diz relatório

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30 Setembro 2016

Os bispos católicos dos EUA vêm trabalhando com cuidado em seus esforços para compreender e implementar a exortação do Papa Francisco sobre o matrimônio e a família, segundo um relatório emitido em 27 de setembro.

O relatório, da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, era uma resposta ao pedido feito pela Secretaria do Sínodo dos Bispos para se determinar como a exortação papal Amoris Laetitia (“A Alegria do Amor”) vem sendo recebida e implementada desde a sua publicação em abril deste ano. O relatório baseia-se em respostas de 59 dioceses e 18 organizações nacionais.

A reportagem é de Carol Zimmermann, publicada por Catholic News Service, 28-09-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa

O arcebispo da Filadélfia, Dom Charles Chaput, que participou do Sínodo dos Bispos sobre a família em 2015, é presidente de uma comissão episcopal ad hoc que estuda implementação da exortação.

Uma série de dioceses e grupos católicos disseram que estão difundindo o conteúdo do documento por meio de artigos e colunas nos jornais diocesanos, sítios eletrônicos e mídias sociais. Várias organizações nacionais têm realizado apresentações online (webnários) e algumas dioceses estão fornecendo kits na internet com materiais de orientação e suplementos aos fiéis e à comunidade em geral.

As dioceses também estão criando oportunidades de formação para os pastores, párocos e diáconos sobre o documento, e algumas dioceses estão fornecendo orientação sobre como Amoris Laetitia deveria ser implementado.

Algumas respostas diocesanas informaram que o documento seria o foco de encontros locais futuros, mas que o seu conteúdo não havia sido instado a fazer parte das homilias ou ser incluído na formação oferecida nos seminários.

No nível diocesano, os departamentos dedicados ao matrimônio e à família foram os que mais se apropriaram do conteúdo do documento, tendo realizado momentos de estudos sobre o texto papal e recomendado alterações nas iniciativas ministeriais tais como prover formação a voluntários no ministério matrimonial.

Os tribunais diocesanos também foram listados como sendo entidades importantes para a implementação de Amoris Laetitia, ao realizarem momentos de formação sobre o processo de anulação e implementarem as mudanças trazidas pelo Papa Francisco, eliminando taxas e tornando o processo mais acessível. Os departamentos de formação religiosa para adultos vêm disponibilizando oportunidades formativas a professores de ensino religioso e ao público católico em geral.

Vários bispos relataram que estão educando os funcionários diocesanos sobre a exortação e que estão reavaliando ou alterando as estruturas diocesanas em resposta à ênfase do papa no ministério às famílias. Nesse sentido, eles estão contratando, em tempo integral, colaboradores dedicados ao acompanhamento pastoral dos casais e das famílias.

Quando perguntado sobre como os ministérios relacionados ao matrimônio seriam impactados por Amoris Laetitia, vários bispos mencionaram novos programas de preparação para o casamento que planejam usar e uma maior formação para aqueles que trabalham junto dos casais e na preparação para o casamento. Muitos deles também falaram sobre uma reavaliação dos programas oferecidos aos casais a fim de integrar os ensinamentos presentes em Amoris Laetitia.

Os participantes da sondagem igualmente observaram uma ênfase especial no quarto capítulo do documento dedicado à preparação para o matrimônio e as dificuldades no casamento. Bispos e agentes pastorais destacaram a necessidade de prover uma formação maior aos que atuam com os casais e de providenciar mais recursos aos cônjuges católicos. Vários bispos ainda mencionaram a necessidade de dar mais atenção aos fiéis casados pela segunda vez.

Um tópico abordado no relatório é que o documento do papa fornecia uma “abordagem renovada ao acompanhamento aos casamentos e às famílias” e vários dos respondentes citaram um tom renovado que este tema recebeu da parte do Papa Francisco, assim como a ênfase dele no “acompanhamento, na misericórdia, destacando os pontos fortes da família e a alegria do amor, a importância de permitir que ‘Amoris Laetitia’ instrua todos os ministérios”.

Também notaram que se pode usar mais recursos na aplicação de alguns aspectos da exortação, em particular na recepção dos sacramentos aos fiéis que se encontram em situações matrimoniais irregulares. Disseram que precisavam de uma maior orientação no caso de alguns dos termos e conceitos-chave do documento, como “discernimento, integração, gradualidade, consciência e misericórdia”.

A conclusão do relatório ressalta que o interesse demonstrado em Amoris Laetitia e os recursos desenvolvidos para esta exortação apostólica “mostram o alto nível de entusiasmo no sentido de elaborar uma implementação fiel e efetiva do documento do Santo Padre em todo os Estados Unidos”.

Dom Joseph Kurtz, arcebispo de Louisville, Kentucky, e presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, disse em um comunicado que o relatório mostra o “bom trabalho que já está em andamento, assim como trouxe planos futuros para continuarmos absorvendo e desdobrando o conteúdo que se encontra neste documento fundante”.

Disse que, em âmbito nacional, a Conferência dos Bispos do país “aguarda com expectativa o desenvolvimento de um plano pastoral renovado e abrangente para o matrimônio e o ministério para a vida em família inspirado no encorajamento do nosso Santo Padre. Este plano será cuidadosamente desenvolvido nos próximos anos e será uma oportunidade estratégica para a Igreja aqui nos Estados Unidos”.

O arcebispo falou que o papa “nos deu um presente grandioso em Amoris Laetitia”.

“Que a nossa recepção em curso deste documento continue sendo uma oportunidade para a Igreja inteira e para a sociedade, uma oportunidade de renovarmos a dedicação no sentido de proteger, promover e fortalecer o matrimônio e a família”, completou.

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