Líder das FARC, Timoleón Jiménez pede perdão a vítimas do conflito na Colômbia

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • A revisão da excomunhão de Lutero em tempos de covid-19. Um apelo para a superação de toda forma de exclusão

    LER MAIS
  • A crise de uma humanidade que não consegue se tornar humana, segundo Edgar Morin

    LER MAIS
  • Análise de conjuntura. Artigo de Pedro A. Ribeiro de Oliveira

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


28 Setembro 2016

O comandante das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Timoleón Jiménez, pediu perdão às vítimas do conflito que durou mais de cinco décadas entre a guerrilha e o governo colombiano durante a cerimônia de assinatura do acordo de paz, na segunda-feira (26/09), na cidade de Cartagena.

“Em nome das FARC, ofereço sinceramente o perdão a todas as vítimas do conflito pela dor que pudemos causar nessa guerra”, disse Jiménez em seu discurso no evento.

A informação é publicada por Opera Mundi, 27-09-2016.

Recebendo vários aplausos dos convidados da cerimônia, ele disse que ninguém deve duvidar de que os membros da guerrilha agora farão "política sem armas". "Nós vamos cumprir nossa parte e esperamos que o governo cumpra a parte dele", afirmou.

O líder das FARC pediu que os colombianos “desarmem a mente e os corações” para que haja a reconciliação e construção da paz, pois a população é “a principal fiadora da materialização de todo o pactuado”, em referência ao plebiscito que se realizará no dia 2 de outubro, em que os colombianos decidirão por colocar em vigor, ou não, o acordo.

Além disso, afirmou ter encontrado no presidente Juan Manuel Santos "um valoroso interlocutor" que foi capaz de "suportar com integridade as provocações dos setores belicistas".

Jiménez também agradeceu o apoio dos países mediadores, Cuba e Noruega, e dos acompanhantes, Venezuela e Chile, que estiveram representados por seus presidentes no palco onde se assinou a paz em Cartagena.

"Esta é a paz de nossa América e dos povos do mundo. É um transcendental passo adiante na busca de um país diferente", declarou, antes de fazer um pequeno resumo do texto do acordo.

“Aqui, ninguém renunciou a suas ideias. Combinamos que as seguiremos defendendo abertamente na arena política sem violência em um apoteótico esforço pela reconciliação e o perdão. Pela paz com justiça social e democracia verdadeira”, disse o líder da agora ex-guerrilha.

Em seu discurso, Jiménez ainda afirmou que impulsionarão um "pacto político nacional" para "tornar efetivo o compromisso de todos os colombianos para que nunca mais sejam utilizadas as armas na política".

Por último, ele disse acreditar que a segurança não deve depender "tanto do tamanho das forças de segurança como do combate à pobreza, à desigualdade e à falta de oportunidades", e pediu que o Exército não os veja mais como inimigos, pois as FARC já não veem mais os militares como inimigos.

Leia mais...

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Líder das FARC, Timoleón Jiménez pede perdão a vítimas do conflito na Colômbia - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV