Jesuítas se reúnem em Roma para escolher o novo Superior Geral e definir prioridades

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21 Setembro 2016

Aproximadamente 215 jesuítas do mundo todo irão estar reunidos em Roma no dia 2 de outubro próximo para dar início à Assembleia Geral da congregação, que definirá as prioridades para a maior ordem religiosa masculina da Igreja Católica e também eleger o seu novo Superior Geral.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 20-09-2016.

Com uma missa perto do túmulo de Santo Inácio de Loyola, 215 jesuítas do mundo todo vão estar reunidos em Roma, no dia 2 de outubro, para dar início à Assembleia Geral da congregação e eleger o novo Superior Geral da ordem.

Os 125 delegados eleitos e ex-officio incluem seis irmãos religiosos. 33 dos delegados são dos Estados Unidos e do Canadá, segundo o padre jesuíta Patrick Mulemi, diretor de comunicações para os jesuítas em Roma.

O Papa Francisco é, provavelmente, o membro mais conhecido da ordem religiosa. Como padre, participou de duas congregações gerais: a que foi realizada em 1974-1975 e uma outra, em 1983.

O pontífice deverá estar no Azerbaijão quando a congregação geral der início aos trabalhos. Mesmo assim, em algum momento durante o encontro ele deverá se dirigir aos participantes.

Segundo Mulemi, um comitê vem trabalhando desde janeiro em um relatório sobre a situação atual da Companhia de Jesus. O texto deverá ser apresentado à Congregação Geral no dia 3 de outubro.

O atual Superior Geral, o Pe. Adolfo Nicolás, anunciou em 2014 que apresentaria a sua renúncia em 2016 depois de mais de oito anos no cargo. Ele completou 80 anos em abril.

Depois de os participantes da Congregação Geral discutir a situação apresentada no relatório, eles ouvirão o pedido para que aceitem a renúncia de Nicolás, o que se espera que seja feito – muito embora os Superiores Gerais dos jesuítas são eleitos para exercer o cargo durante toda a vida.

Em uma entrevista publicada em julho pela própria ordem religiosa, Nicolás afirma que a congregação é livre para aceitar ou rejeitar o pedido de renúncia. Mas “temos necessidade de agilidade e de audácia ao falar do futuro”, e se os delegados insistirem que ele permaneça como Superior Geral, deverão “eleger um vigário para prover os próximos anos em que as minhas capacidades certamente diminuirão de forma consistente, um processo que já agora começo a perceber”.

O processo de eleição de um novo superior irá começar após a apresentação e discussão do relatório.

Os próprios membros da congregação determinam o organograma do encontro. Além da missa de abertura e a apresentação inicial do relatório situacional, “não há uma data estabelecida para o resto dos trabalhos”, informa o Mulemi, e “e não tem como saber quando irá terminar”.

No dia 1º de janeiro, o número total de jesuítas no mundo era de 16.376, ou seja: 11.785 padres, 1,192 irmãos, 2,681 escolásticos e 718 noviços, representando uma perda líquida de 351 membros desde 1º de janeiro de 2015.

56 anos é a idade média dos 215 jesuítas que participam da Congregação Geral. O participante mais antigo do grupo será Nicolás, e o mais jovem é o irmão jesuíta James Edema, da Província da África Oriental, que tem 39 anos.

Em entrevista à revista jesuíta italiana La Civilta Cattolica, Nicolas disse esperar que a Congregação Geral não só eleja um bom Superior, mas que tome decisões e defina diretrizes que resultem em “uma vida religiosa melhor no espírito do Evangelho e uma renovada capacidade de imaginação”.

“Com respeito à congregação anterior [de 2008], os tempos mudaram”, disse. “Precisamos de ousadia, imaginação e coragem para enfrentar a nossa missão como parte da grande Missão de Deus perante o nosso mundo”.

Os jesuítas e membros de outras ordens religiosas, segundo ele, têm o desejo de responder com generosidade aos desafios que as pessoas enfrentam hoje, e uma “nova esperança foi gerada com o Papa Francisco, que nos entende bem e sabe o lugar e a missão da vida religiosa na Igreja”.

A Companhia de Jesus é a maior ordem religiosa masculina. A eles seguem-se os salesianos, os franciscanos, os capuchinhos e os beneditinos.

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