Trinta ideias para a reforma da Igreja

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16 Setembro 2016

A Igreja está sempre precisando de reforma, Ecclesia semper reformanda, mas em que sentido e como? "Para mim, a grande revolução é ir às raízes, reconhecê-las e ver o que essas raízes têm a dizer nos dias de hoje", disse Francisco. Uma frase que poderia ser posta como epígrafe de La riforma e le riforme nella Chiesa [A reforma e as reformas na Igreja], editado pelo padre jesuíta Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltà Cattolica, e pelo teólogo argentino Carlos María Galli, um livro publicado nessa quinta-feira (Ed. Queriniana, 624 páginas), que reúne as atas do seminário de estudos que se reuniu na sede da revista dos jesuítas às vésperas do último Sínodo, de 28 de setembro a 2 de outubro de 2015.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 15-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A 50 anos do encerramento do Concílio, as intervenções dos 30 estudiosos – eclesiólogos, historiadores, ecumenistas, canonistas, teólogos – vão além dos dias "quentes" da discussão sinodal e abordam a questão mais ampla da reforma da Igreja.

Não se trata de uma reunião de expoentes da "hierarquia", mas a reflexão de homens (incluindo três leigos) e mulheres (três leigas e uma religiosa) de todos os continentes. A reforma está no centro do pontificado de Francisco, mas não diz respeito em primeiro lugar às estruturas, mas sim à atitude interior.

"Se não se entender isso, introduzir estruturas mais participativa e descentralizadas não será suficiente", escreve o arcebispo Víctor Manuel Fernández, teólogo próximo de Bergoglio.

O problema é superar aquela forma mentis que, "ao longo das últimas duas décadas", colocou no centro da Igreja "uma razão, uma série de princípios que regem tudo, inegociáveis": "Então, parece que há uma razão inegociável que julga o Evangelho" e "controla a todos nós, incluindo o papa". Trata-se de "voltar ao Evangelho".

O próprio Francisco citava Tomás de Aquino: os preceitos dados por Cristo "são pouquíssimos". Libertada dos "acréscimos" ao Evangelho, a Igreja pode voltar ao essencial: o Jesus histórico e a "estrutura eclesial fundamental", Pedro e os Apóstolos, o papa e os bispos. As "estruturas de serviço" da Santa Sé, a Cúria, portanto, não podem ter mais poder do que o "ministério colegial" dos bispos.

O teólogo jesuíta Juan Carlos Scannone, que foi professor de Bergoglio, fala de uma Igreja "pobre e para os pobres" e evoca a kénosis, o "esvaziamento" e a saída de si mesmo. E, depois, explica o padre Spadaro, Francisco é um jesuíta, e "a sua ideia de reforma corresponde à visão" de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus: no Concílio de Trento, "Inácio estava convencido de que, a partir da ‘reforma da própria vida’, tendo diante dos olhos o modelo de Cristo pobre e humilhado, não se podia deixar de chegar também a uma reforma das estruturas".

O mundo é o "canteiro de obras de Deus": reformar significa iniciar processos "abertos", sem soluções pré-definidas, com a fé no Deus que "sempre nos precede" e sabendo que "o caminho se abre caminhando".

Assim, os estudiosos, de Andrea Riccardi a Massimo Faggioli, refletem sobre a história e as perspectivas das reformas, o papel dos sínodos e dos concílios, mas cientes de que, como escreve a Ir. Mary Melone, reitora do Antonianum, "A Igreja está ‘à disposição’ do Espírito (...) É próprio da Igreja aventurar-se corajosamente no imprevisível, no novo, naquilo que não é programável. O ‘sim’ à Igreja concreta implica o ‘sim’ à Igreja que muda".

Confira aqui o índice das 30 contribuições.

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