Unicef adverte que 50 milhões de crianças vivem longe de seu lar e em risco

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08 Setembro 2016

Cerca de 50 milhões de crianças vivem atualmente longe de seus lugares de origem, obrigadas a escapar da violência ou a migrar em busca de oportunidades, advertiu nesta terça-feira (6) o Unicef, que chamou a atenção para os riscos enfrentados por todos estes menores.

A informação foi publicada por portal Uol, 06-09-2016.

Em um relatório intitulado "Desenraizados", o Fundo das Nações Unidas para a Infância analisa a situação dessas crianças e exige ações concretas dos governos para melhorar sua proteção.

Entre elas está acabar com a detenção de crianças migrantes, manter as famílias unidas para proteger os menores e garantir o acesso à educação a todos eles.
"Esta é uma crise crescente que o mundo enfrenta, seja na Ásia, na América, no Mediterrâneo ou dentro de alguns países", declarou em entrevista coletiva o diretor-executivo adjunto do Unicef, Justin Forsyth.

Números aumentam

Como exemplo, o relatório aponta que entre 2005 e 2015 o número de crianças refugiadas se duplicou, enquanto o de crianças migrantes aumentou 21%.

No total, 31 milhões de crianças vivem hoje fora de seus países de nascimento, incluindo 11 milhões de refugiados e solicitantes de asilo, enquanto há 17 milhões de menores que se encontram deslocados dentro de seus próprios Estados.

Desses quase 50 milhões de menores afastados de seus lares, mais da metade (28 milhões) se viram forçados a fugir por conflitos ou violência.

O Unicef destacou que as crianças representam uma "porcentagem desproporcional e crescente" de todos os deslocados e quase metade de todos os refugiados que há no mundo.

Além disso, cada vez mais há menores que cruzam sozinhos as fronteiras, pois, segundo o texto, apenas em 2015 cerca de 100.000 crianças não acompanhadas solicitaram asilo em 78 países, o triplo que em 2014.

Esses menores que viajam sem companhia estão muito expostos a sofrer exploração e abusos por parte de contrabandistas e traficantes de pessoas, lembrou a Unicef.

A educação também sofre enormemente quando uma criança se vê obrigada a deixar seu lugar de origem e, por exemplo, os refugiados têm cinco vezes mais probabilidades de não frequentar a escola que o restante dos menores.

Europa e EUA não são os mais afetados

Apesar da intensidade do debate sobre os refugiados e os migrantes na Europa e nos Estados Unidos, o relatório confirma que o grosso do problema acontece precisamente longe dali.

Os dez países que acolhem mais refugiados estão na Ásia e na África, com a Turquia à frente em termos absolutos, e com países como o Líbano, onde aproximadamente um de cada cinco habitantes é refugiado.

"Na Europa muitos governos sentem que esta é uma crise arrasadora (...), mas é importante lembrar que, com muita diferença, a maior carga é assumida por países da região onde se produzem as crises", frisou Forsyth.

Do total de crianças sob proteção do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), 45% procede da Síria e do Afeganistão.No entanto, o problema afeta também de forma considerável outras regiões como a África - onde os movimentos acontecem principalmente dentro de países ou entre nações vizinhas - e a América, onde vivem 6,3 milhões de crianças migrantes, 21% do total mundial.

Quatro de cada cinco desses menores vivem em três países (Estados Unidos, México e Canadá) e o Unicef alerta do "alto e crescente número de crianças vulneráveis" que estão se deslocando por sua conta dentro do continente, frequentemente fugindo da violência em seus lares e comunidades.

O relatório do Unicef é divulgado a poucos dias que Nova York acolha duas grandes cúpulas sobre a crise dos refugiados, uma marcada para 19 de setembro pela ONU e outra que acontecerá no dia seguinte por iniciativa dos Estados Unidos.

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