"Quem for pego roubando será punido severamente": o cartaz anticrime atribuído ao Comando Vermelho

Revista ihu on-line

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Ontologias Anarquistas. Um pensamento para além do cânone

Edição: 543

Leia mais

Vilém Flusser. A possibilidade de novos humanismos

Edição: 542

Leia mais

Mais Lidos

  • Um novo documento anti-Francisco com cem assinaturas: “Atos sacrílegos durante o Sínodo, precisa se arrepender”

    LER MAIS
  • Plano de Guedes constitucionaliza drenagem de recursos dos pobres para os ricos

    LER MAIS
  • Por que o fim do DPVAT é mais um golpe no financiamento do SUS

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


close

FECHAR

Enviar o link deste por e-mail a um(a) amigo(a).

Enviar

23 Agosto 2016

Mochila na frente do corpo, homens escoltando mulheres até o ponto de ônibus e nada de usar celulares na rua. Essa é a rotina de muitos moradores de diferentes comunidades do município de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, para evitar os constantes assaltos na região.

A reportagem é de Felipe Souza, publicada por BBC Brasil, 23-08-2016.

Em meados de junho, porém, cartazes começaram a ser colados em postes com uma nova "lei" para o local. A mensagem, atribuída à facção criminosa Comando Vermelho - que comanda o tráfico de drogas na região - proíbe assaltos aos moradores de São Gonçalo.

"A partir dessa data 06/07/2016 quem for pego roubando na região será punido severamente", diz um trecho do texto. O aviso prossegue com a ameaça: "Se matar inocente vai pagar com a vida."

Os autores da mensagem e os responsáveis pela sua divulgação não foram identificados.

Os cartazes foram colados em postes e muros de áreas de grande circulação de pessoas da Vila Candoza, Morro da Dita e Complexo do Anaia, todos em São Gonçalo. As mensagens foram espalhadas até mesmo dentro de uma escola pública e de estabelecimentos comerciais.

Uma professora que trabalha no local e pediu para não ser identificada afirmou à BBC Brasil que não sabe dizer quem colou as mensagens, mas afirma que a situação preocupou os funcionários. "De qualquer forma, o tráfico influencia os alunos", afirma ela.

Moradores ouvidos pela reportagem disseram que a impressão é de que o número de assaltos teve uma leve queda logo após o aparecimento dos cartazes, mas logo voltou a ser uma rotina no bairro. Há novos relatos de roubos de veículos.

O comando da Polícia Militar que faz o patrulhamento na região de São Gonçalo afirmou o bairro de Anaia recebeu reforço policial após um mapeamento da criminalidade no local.

Um leitor de um site de São Gonçalo comentou que a notícia não traz novidade: "A notícia não é novidade, isso existe desde quando eu era criança. Alguns ladrões levavam tiro nas mãos por roubar na comunidade onde morava, reincidência era morte, existia uma série de regras. O que está acontecendo hoje em dia é que com avanço da tecnologia móvel e da conexão coletiva, todo mundo é um repórter individual".

Segundo uma leitora do Ceará, o fenômeno não é exclusivo do Rio de Janeiro. "Aqui em Fortaleza, apareceram avisos assim em várias comunidades. E eu bem eu vou me mudar para uma comunidade. Preciso de segurança".

Outro leitor concluiu: "Fica o recado para o sétimo batalhão! "Quem não dá assistência abre concorrência".

Leia mais...

A violência que não cessou durante os Jogos Olímpicos do Rio

Periferia mostra insegurança com o legado dos Jogos do Rio

"Arrastão ostentação": suspeitos no RJ expõem cotidiano de violência na web

A violência brasileira não é mais produto da miséria e da pobreza; tem origem na fragilidade moral da sociedade. Entrevista especial com Luis Flávio Sapori

Uma guerra pela regeografização do Rio de Janeiro. Entrevista especial com José Cláudio Alves

“UPP não acabou com o tráfico, só trouxe falsa sensação de segurança"

Facções criminosas: umas copiam as regras das outras. Entrevista especial com José Ivan Schelavin

Violência nas favelas: Uma questão de política pública, não de polícia. Entrevista especial com Mário Simão

''O solo das milícias é a generalizada corrupção na polícia fluminense''. Entrevista especial com Michel Misse

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

"Quem for pego roubando será punido severamente": o cartaz anticrime atribuído ao Comando Vermelho - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV