O cardeal Ouellet suaviza sua oposição à comunhão para os divorciados recasados

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10 Agosto 2016

O cardeal Marc Ouellet – atual prefeito da Congregação para os Bispos e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina – deu um forte apoio à Exortação Apostólica sobre o amor na família Amoris Laetitia, defendendo que “o essencial é que procuremos entender o desejo do Santo Padre”, expressado neste documento, “de proporcionar a reconciliação verdadeira e substancial de tantas famílias em situações confusas e difíceis”.

A reportagem é de Cameron Doody e publicada por Religión Digital, 09-08-2016. A tradução é de André Langer.

Falando, na semana passada, em uma convenção do grupo católico conservador dos Cavaleiros de Colombo em Toronto (Canadá), o cardeal Ouellet – que reeditou, às vésperas do Sínodo sobre a Família em 2015, um livro seu crítico com a possibilidade de que os católicos divorciados e recasados no civil pudessem receber a eucaristia – disse que “as controvérsias sobre a Amoris Laetitia são compreensíveis, mas com toda confiança, e ao fim e ao cabo, creio que poderiam ser até frutíferas”.

Um mês antes do início do Sínodo sobre a Família de outubro de 2015, o cardeal Ouellet publicou uma nova versão, em inglês, do seu livro Mistero e sacramento dell’amore. Teologia del matrimonio e della famiglia per la nuova evangelizzazione, no qual defendia – sobre a questão de um possível relaxamento da disciplina sacramental – que “não se trata de ser mais ou menos “misericordiosos” com relação a pessoas em situações irregulares, mas levar a sério a verdade dos sacramentos”.

Já que, opinava o cardeal em seu livro, “aqueles que se divorciaram e recasaram estão em uma situação que contradiz de forma objetiva o enlace eclesial indissolúvel que expressaram solenemente perante a comunidade” e, portanto, devem buscar “outras maneiras de expressar sua fé e pertença à comunidade” que não passem pela comunhão.

Apesar das suas opiniões registradas no livro Mistério e sacramento do amor, o cardeal Ouellet manifestou, em seu discurso aos Cavaleiros de Colombo, seu agradecimento ao Papa Francisco pelo novo paradigma de “discernimento cuidadoso e aberto de miras” que a Amoris Laetitia propõe.

Embora o cardeal tenha afirmado que na exortação apostólica “não se propõe nenhuma mudança de doutrina”, ao mesmo tempo reconheceu que o que coloca de manifesto é “um novo enfoque pastoral: mais paciente e respeitoso, mais dialogante e misericordioso”. No documento papal, na opinião de Oullet, “é dito aos sacerdotes e bispos que devemos cuidar, acompanhar e ajudar as pessoas a crescerem espiritualmente, inclusive aquelas que se encontram em situações irregulares objetivas”.

Em seu discurso em Toronto, o cardeal Ouellet não se limitou, no entanto, a celebrar apenas a exortação apostólica do Papa Francisco, que é, para ele, “um documento que vale a pena ser lido e relido”. Também deu voz à profunda admiração que sente pela figura do atual pontífice, a quem qualificou como “imprevisível, como o Espírito Santo”.

“Quando vejo o Santo Padre rezando”, disse em Toronto o prefeito da Congregação dos Bispos, “entendo o impacto que ele tem nas pessoas, porque sua caridade concreta flui de uma profunda familiaridade com o Espírito”. E é essa caridade, segundo o cardeal Ouellet, que se erigiu como pedra de toque tanto na Amoris Laetitia como no resto do ministério de Francisco. “Nosso Santo Padre nos ensina que a caridade se situa além de estar a favor das pessoas. Também devemos estar com as pessoas, ali onde nós também somos transformados nesse encontro”, declarou o cardeal.

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