Países mais ricos acolhem apenas 9% dos refugiados

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09 Agosto 2016

Neste período de incerteza, pode nos fazer bem ler algo que nos apresente o mundo e os seus problemas a partir de uma perspectiva um pouco diferente do habitual. É um belo serviço que há anos é oferecido pelo boletim semanal gratuito da Unimondo (www.unimondo.org), a filial italiana da rede internacional OneWorld, nascida em Londres em 1995 (11 centros no mundo e 1.600 associações parceiras).

A reportagem é de Agnese Moro, publicada no jornal La Stampa, 08-08-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eles escrevem: "A Unimondo é uma publicação jornalística online que oferece uma informação qualificada sobre os temas da paz, do desenvolvimento humano sustentável, dos direitos humanos e do ambiente. Ela divulga uma informação plural e cotidiana, dando voz às múltiplas realidades da sociedade civil italiana e internacional (organizações e associações, movimentos, ONGs, campanhas). O portal nasceu no dia 10 de dezembro de 1998 por iniciativa da Fundação Fontana Onlus e tem mais de 450 parceiros na Itália".

É muito interessante ler na Unimondo o relatório da organização Oxfam que destaca os desequilíbrios entre os diversos países na acolhida dos refugiados. Eles escrevem: "No total, mais de 65 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as próprias casas: 40,8 milhões são os deslocados internos, 21,3 milhões são os refugiados em outros países, e 3,2 milhões são aqueles que esperam resposta ao seu pedido de asilo nos países mais economicamente avançados. Os seis países mais ricos, que contribuem com a metade da economia global, hospedam apenas 8,88% dos refugiados e requerentes de asilo no mundo".

"Só a Alemanha acolhe mais de 736,000 pessoas, enquanto EUA, Reino Unido, França, China e Japão, juntos, hospedam 1,4 milhão. Em vez disso, Jordânia, Turquia, Territórios Ocupados Palestinos, Paquistão, Líbano e África do Sul, países que contam com menos de 2% na economia global, hospedam cerca de 12 milhões de refugiados e requerentes de asilo, praticamente a metade do total."

A Itália, recorda o site Vita.it, em um artigo republicado pela Unimondo, hospeda 134.997. A Unimondo também chama a atenção para a espinhosa questão da exportação de armas que, da Itália, chegam a países em conflito.

Ressalta-se que falta a necessária (e prevista pelos regulamentos) transparência sobre o tipo e a quantidade de armas exportadas e os países de destino. Leituras que nos ajudam a ter uma imagem menos idílica da Itália e mais responsiva às nossas responsabilidades reais.

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