O surrealista debate entre os assassinos do padre Hamel e as irmãs mantidas reféns na igreja

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Por: André | 01 Agosto 2016

Após o assassinato do padre Jacques Hamel, na terça-feira passada na igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray (França), o comando jihadista entabulou uma conversa surrealista com as duas religiosas mantidas reféns no interior da igreja, segundo informações da revista católica La Vie.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 30-07-20-16. A tradução é de André Langer.

No momento em que o padre de 85 já estava morto e um fiel se encontrava gravemente ferido, os dois terroristas, que até esse momento mantiveram uma atitude agressiva e furiosa, mudaram subitamente de comportamento. “Tive direito a um sorriso do segundo”, afirma a irmã Huguette Péron. “Não um sorriso de vitória, mas um sorriso doce, de alguém feliz”, explica.

A irmã Hélène Decaux, de 83 anos, e a esposa do fiel ferido, de mais de 80 anos, pediram para se sentar. Um dos assassinos aceitou. “Pedi-lhe um bastão e ele me deu”, afirma a irmã.

Depois, a conversa mudou para a temática religiosa. Um dos homens perguntou à irmã Hélène se conhecia o Corão. “Claro, respeito-o como respeito a Bíblia. Já li várias suras. E o que particularmente me chamou a atenção são as suras que falam de paz”, respondeu a religiosa.

“A paz, é isso que queremos (...) Enquanto jogarem bombas sobre a Síria, continuaremos com os atentados. E haverá atentados todos os dias. Quando vocês pararem, pararemos”, respondeu seu interlocutor.

“A senhora tem medo de morrer?”, perguntou, na sequência. Diante da resposta negativa da irmã, o jihadista perguntou pelo por quê. “Creio em Deus e sei que serei feliz”, respondeu a irmã Hélène, que, de acordo com o jornal católico, nesse momento se encomendou a Nossa Senhora e pensou em Christian de Chergé, o padre do mosteiro de Tibhirine (Argélia) assassinado, com outros seis monges, em 1996.

Com a irmã Huguette, a conversa girou em torno de Jesus. “Jesus não pode ser homem e Deus. Vocês estão equivocados”, garantiu o assassino.

“Talvez, mas quem se importa”, respondeu a irmã. “Pensando que iria morrer, ofereci minha vida a Deus”, relata.

 “Visivelmente, eles esperavam a polícia”, acredita a irmã Hélène. Pouco depois, os dois homens tentaram sair utilizando as três mulheres como escudo humano. “Mas não ficaram completamente atrás de nós. Se poderia dizer que caminhavam para a morte”.

Presente na missa quando os jihadistas entraram, uma terceira religiosa, a irmã Danielle Delafosse, conseguiu fugir da igreja e comunicar o ocorrido.

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