Pell diz que "não há mais pontos encobertos" nas finanças do Vaticano

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21 Junho 2016

As reformas financeiras da Santa Sé são "irreversíveis" e garantiram que não há mais "pontos encobertos no Vaticano", disse o tesoureiro papal. 

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada por The Tablet, 17-06-2016. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

O Cardeal George Pell, prefeito da Departamento de Economia, disse ao The Tablet: "O Vaticano está comprometido com a transparência, a cooperação internacional e a utilização de normas internacionais contemporâneas em relatórios financeiros."

Ele ressaltou, no entanto, que a "implementação plena de tais mudanças levará tempo" e que esforços precisavam ser feitos para controlar as despesas.

Na semana passada, a Santa Sé anunciou que a auditoria pela PricewaterhouseCoopers (PwC) havia sido cancelada e que, ao invés disso, eles ajudariam um Auditor Geral interno com o trabalho.

O Cardeal Pell, que ajudou a constituir a comissão de auditoria original do PwC, disse que o novo acordo "não é uma rejeição da reforma financeira", mas sim "um reconhecimento de que os muitos desafios na transição para sua plena implementação devem ser adequados ao contexto e que um caminho rumo ao progresso está sendo encontrado".

O cardeal australiano de 75 anos foi trazido de Sydney pelo Papa para ajudar a conduzir uma limpeza nas finanças da Santa Sé. Seu novo departamento tem lutado arduamente para implementar orçamentos adequados e transparência financeira.

Pell disse que o Vaticano agora prepara um orçamento global, monitora despesas, o que significa que a Santa Sé sabe sua posição financeira. Ele acrescentou que a cultura de trabalho foi mudando com programas de desenvolvimento liderados pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.

"A grande maioria dos funcionários da área financeira aprovam a modernização e estão cooperando felizes", disse ele em uma declaração.

Mas o cardeal disse que mais precisa ser feito para tornar o orçamento e as despesas eficazes, bem como para combater "déficits de caixa" significativos dos últimos três anos. Ele acrescentou que centenas de milhões de euros foram necessários para financiar um déficit no fundo de pensão.

"A situação financeira do Vaticano não é crítica, mas enfrentamos desafios significativos que podem ser atendidos", explicou Pell.

Ele também elogiou a liderança de Jean Baptiste de Franssu, diretor do Instituto para as Obras Religiosas (IOR) - conhecido como o banco do Vaticano - por seu "excelente trabalho de limpeza". Pell acrescentou, no entanto, que a instituição estava sofrendo com as condições adversas do mercado global e, portanto, não contribuía tanto para a Santa Sé quanto antes.

O cardeal, que apresentou sua renúncia ao Papa na semana passada depois de atingir idade 75 anos, idade prevista para aposentadoria, disse que continuaria no cargo até 2019.

Ele disse: "O Papa Francisco continua a insistir que as reformas financeiras devem continuar".

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