A Congregação para a Doutrina da Fé ficou silenciosa

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Por: André | 20 Junho 2016

Uma das mudanças introduzidas pelo Papa Francisco, e sem que ninguém se tenha dado conta, é que a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé não publicou nenhum documento para toda a Igreja nestes últimos anos, quando em épocas anteriores o fazia entre duas a quatro vezes ao ano.

A reportagem é de Isabel Gómez-Acebo e publicada por Religión Digital, 18-06-2016. A tradução é de André Langer.

O último documento publicado data de abril de 2012 e foi sobre as conclusões doutrinais da investigação sobre a LCWR (a confederação que agrupa 80% das religiosas norte-americanas) e isso significou uma notificação contra os escritos da teóloga Ir. Margaret Farley. Acredito que o Papa tratou de apaziguar a investigação sobre estas religiosas que tanta perplexidade causou nos Estados Unidos.

Embora Francisco mantenha o cardeal Müller em seu cargo à frente da Congregação e o fez cardeal, nunca utilizou seus serviços como o fizeram seus predecessores e tirou de seu dicastério todo o poder, autoridade ou utilidade para seu pontificado. Müller não foi chamado para apresentar a Lumen Fidei e também não recorreu aos seus serviços para a elaboração e a explicação de seus documentos posteriores, tarefas encomendadas a outros cardeais, como Schönborn, Turkson, Baldisseri...

O Papa foi buscar colaboradores em todas as partes do mundo, mas se apóia muito no arcebispo Víctor Manuel Fernández, reitor da Universidade Católica de Buenos Aires e no pensamento do cardeal Kasper. Também consulta antigos companheiros jesuítas, como Antonio Spadaro e professores da Universidade Gregoriana.

Esta atitude representa uma marginalização da cúria – é notória a falta de protagonismo do cardeal Sarah encarregado da Sagrada Liturgia –, e embora não possa evitar a congregação que nomeia os santos e a que escolhe os bispos, de vez em quando sugere nomes para a santidade, como Pedro Fabro, e a lista de “seus bispos” cresce diariamente.

Tomei estes dados de Robert Mickens publicados no National Catholic Reporter, porque me pareceram interessantes. Acredito que está tirando peso dos antigos membros com prestígio na cúria e que vão minar suas possíveis mudanças.

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