A Congregação para a Doutrina da Fé ficou silenciosa

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • O suicídio no clero do Brasil

    LER MAIS
  • “Agro é fogo”: incêndios no Brasil estão ligados ao agronegócio e ao avanço da fome, diz dossiê

    LER MAIS
  • Polícia de RO invade casa de advogada para apreender material de defesa de camponeses

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


Por: André | 20 Junho 2016

Uma das mudanças introduzidas pelo Papa Francisco, e sem que ninguém se tenha dado conta, é que a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé não publicou nenhum documento para toda a Igreja nestes últimos anos, quando em épocas anteriores o fazia entre duas a quatro vezes ao ano.

A reportagem é de Isabel Gómez-Acebo e publicada por Religión Digital, 18-06-2016. A tradução é de André Langer.

O último documento publicado data de abril de 2012 e foi sobre as conclusões doutrinais da investigação sobre a LCWR (a confederação que agrupa 80% das religiosas norte-americanas) e isso significou uma notificação contra os escritos da teóloga Ir. Margaret Farley. Acredito que o Papa tratou de apaziguar a investigação sobre estas religiosas que tanta perplexidade causou nos Estados Unidos.

Embora Francisco mantenha o cardeal Müller em seu cargo à frente da Congregação e o fez cardeal, nunca utilizou seus serviços como o fizeram seus predecessores e tirou de seu dicastério todo o poder, autoridade ou utilidade para seu pontificado. Müller não foi chamado para apresentar a Lumen Fidei e também não recorreu aos seus serviços para a elaboração e a explicação de seus documentos posteriores, tarefas encomendadas a outros cardeais, como Schönborn, Turkson, Baldisseri...

O Papa foi buscar colaboradores em todas as partes do mundo, mas se apóia muito no arcebispo Víctor Manuel Fernández, reitor da Universidade Católica de Buenos Aires e no pensamento do cardeal Kasper. Também consulta antigos companheiros jesuítas, como Antonio Spadaro e professores da Universidade Gregoriana.

Esta atitude representa uma marginalização da cúria – é notória a falta de protagonismo do cardeal Sarah encarregado da Sagrada Liturgia –, e embora não possa evitar a congregação que nomeia os santos e a que escolhe os bispos, de vez em quando sugere nomes para a santidade, como Pedro Fabro, e a lista de “seus bispos” cresce diariamente.

Tomei estes dados de Robert Mickens publicados no National Catholic Reporter, porque me pareceram interessantes. Acredito que está tirando peso dos antigos membros com prestígio na cúria e que vão minar suas possíveis mudanças.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

A Congregação para a Doutrina da Fé ficou silenciosa - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV