A Cruz de Romero

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Por: Jonas | 01 Junho 2016

Em uma carta ao Papa Francisco, escrita dias antes de sua morte, o líder radical italiano Marco Pannella confessou ao pontífice: “Tomei em mão a cruz que levava Dom Romero (na foto, à esquerda de Dom Paglia) e não consigo me desapegar dela”. Pannella, um não crente, havia pedido a Dom Vincenzo Paglia, postulador da causa de Romero, a cruz peitoral do Beato salvadorenho emprestada, e sentiu uma forte atração à relíquia que lhe dificultou devolvê-la. Dom Paglia confessou que se sentiu mal em ter que insistir que a mesma fosse devolvida, já que a relíquia parecia despertar um anseio espiritual em seu amigo ateu, que estava morrendo de câncer.

 
Fonte: http://goo.gl/gtFQtG  

A reportagem é publicada por Super Martyrio, 29-05-2016. A tradução é do Cepat.

O episódio manifesta o quanto a figura de Romero se apresenta atrativa aos ateus comprometidos, já que Dom Romero se propôs o desafio de atrair justamente tais pessoas à fé. “Não basta dizer: eu sou ateu; eu não acredito em Deus; eu não o ofendo”, disse o Beato Romero em sua famosa última homilia dominical. “Se não é o caso de que você acredite, é que objetivamente você tem rompido suas relações com o princípio de toda vida. Enquanto não o descobrir, e não o seguir, e não o amar, você será uma peça desconjuntada de sua origem”, disse Romero, prevendo o anseio de alguém como Pannella pelo Absoluto. A cruz de Romero é um totem dessa sede de transcendência naqueles que trabalham pela justiça.

Dom Paglia obteve a cruz de monsenhor Ricardo Urioste, vigário de Romero, após ser nomeado postulador. Disse-lhe o amigo do mártir: “Esta é a cruz de Dom Romero. Presenteio-lhe para que ela te acompanhe e te ajude no trabalho da Causa, porque será uma causa difícil e você terá que superar muitos obstáculos”. Trata-se de uma entre várias cruzes associadas ao arcebispo mártir, a mais preciosa de três cruzes peitorais utilizadas por Romero, durante seus anos de arcebispo. Ao contrário do que alguns escreveram, não é a cruz que Romero utilizava no momento de seu martírio. De fato, é uma cruz que Romero quase não utilizou, talvez em razão de sua austeridade pessoal.

 

Cruzes peitorais do Beato Romero. A da direita, com um simples "IHS", era a que usava com maior frequência.

Fonte: http://goo.gl/gtFQtG

 

É uma cruz pontifícia (para um bispo), conhecida como uma “Cruz de San Chad”, que combina elementos da “Cruz de Jerusalém” (ou “Cruz dos Cruzados”) e a Cruz Quadrada. Todo o simbolismo desta cruz aponta à evangelização, à urgência de levar a mensagem de Cristo aos quatro cantos da terra.

Segundo as orações, ao se revestir para a missa pontifical, a cruz peitoral também está ligada à disposição ao martírio. “Munire digneris me, Domine Jesu Christe”, rezava a antiga oração: “Proteja-me Senhor Jesus Cristo de toda a armadilha dos inimigos, pelo sinal de Sua Santíssima Cruz: e conceda a este servo imérito, que enquanto tiver sobre meu peito esta Cruz... tenha sempre em conta a memória da Paixão e as vitórias de seus Santos Mártires”.

Agora, esta cruz de Romero se torna um símbolo potente do poder evangelizador de seu próprio martírio.

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