Igreja da Argentina. Preocupação com a situação trabalhista

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Por: André | 25 Maio 2016

Em meio à discussão sobre o veto de Macri à lei contra as demissões, a Igreja católica chamou a atenção para a “fragilidade da condição trabalhista de milhares” de argentinos e para as “situações de precarização” que afetam “boa parte dos trabalhadores”.

A reportagem é publicada por Página/12, 23-05-2016. A tradução é de André Langer.

Logo depois do veto de Mauricio Macri à lei antidemissões, a Igreja católica expressou sua preocupação com a “fragilidade da condição de trabalho de milhares” de argentinos, assim como daqueles que “vivem na miséria e não conseguem satisfazer suas necessidades mais elementares”. A frase faz parte da mensagem final do encontro em Mar del Plata organizado pela Pastoral Social, para o qual convocaram sindicalistas, empresários, funcionários e movimentos sociais. A carta chegou no momento em que dirigentes próximos ao macrismo questionaram o Papa Jorge Bergoglio.

A mensagem final da Semana Social teve como lema: “Queremos ser Nação. Precisamos carregar a Pátria sobre os nossos ombros”. Participaram do encontro a governadora María Eugenia Vidal, além de ministros do governo federal, como do Trabalho, Jorge Triaca, do Desenvolvimento Social, Carolina Stanley, e o secretário de Culto, Santiago de Estrada. Mesmo assim, o documento final incluiu advertências ao governo.

“Ratificamos o compromisso da opção preferencial pelos pobres. Preocupam-nos os rostos concretos de quem vive na miséria e não tem suas necessidades mais elementares atendidas. Particularmente, tivemos em conta a necessidade urgente de uma adequada nutrição infantil”, assinalaram no texto, que foi divulgado logo após o encerramento do encontro, sob a liderança dos bispos Jorge Lozano e Jorge Casaretto.

Destacaram, entre outros problemas trabalhistas, “situações de precarização de trabalho em que estão imersos boa parte dos trabalhadores, que não têm acesso aos seus direitos sociais nem proteção do Estado e que são sinais de alerta que não podem não ser ouvidos”.

Após o veto presidencial que anulou uma decisão aprovada pela maioria do Congresso, também enfatizaram “a importância do diálogo, da cultura do encontro e da amizade social como caminhos para alcançar o clima necessário para atingir os consensos que permitam encontrar as soluções desejadas”.

“A nossa intenção foi promover um espaço de diálogo para crescer na amizade social. Neste contexto, da celebração do Bicentenário da Pátria, queremos fomentar o fortalecimento do sistema democrático, a independência dos três Poderes do Estado, promovendo a participação cidadã”, indicaram.

Entre outras questões, destacaram as “urgentes preocupações com o cuidado do ambiente, a corrupção, o narcotráfico e os jogos de azar, como ameaças sérias para o desenvolvimento integral e a promoção humana”. “A Argentina é o lugar que amamos, este é o povo ao qual pertencemos. Aqui queremos viver, crescer e sonhar em nossa casa comum. Para isso, precisamos carregar a Pátria sobre os nossos ombros e nos comprometer, cada um a partir do lugar em que se encontra”, concluiu o documento.

No sábado, como parte integrante do encontro, as centrais sindicais deram sinais de unidade em um painel que se chamou, justamente, “Unidade sindical”. Ali todos concordaram em questionar o veto de Macri. Antes dos discursos dos sindicalistas, o bispo Lozano leu uma mensagem enviada especialmente pelo Papa Francisco, na qual considerou “essencial aprofundar a cultura do encontro que permita o crescimento de uma comunidade comprometida que deixe de lado a indiferença e adote compromissos concretos”.

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