Banheiro para Transgêneros. Campanha de boicote chega a 500 mil assinaturas

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27 Abril 2016

Em menos de uma semana desde que a Target, a segunda maior rede varejista dos EUA, anunciou que os clientes transgêneros podem usar o banheiro que “corresponde com a sua identidade de gênero”, quase 500 mil pessoas assinaram uma petição online (#BoycottTarget) lançada pelo grupo conservador American Family Association.

A reportagem é de Timothy C. Morgan, publicada por Religion News Service, 25-04-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Em seu anúncio no dia 19 de abril, a empresa varejista sediada em Minneapolis, escreveu: “Acreditamos que todo mundo – todo membro de equipe, todo visitante, toda comunidade – merece ser protegido da discriminação, e ser tratado de forma igualitária”.

A empresa, que teve 74 bilhões de dólares em receita no ano passado, disse que esteve motivada pela legislação de aproximadamente 15 estados que estariam exigindo que as pessoas usassem os banheiros que correspondem ao sexo listado na certidão de nascimento. O William Institute, grupo de reflexão (“think tank”) sediado na Universidade da Califórnia em Los Angeles – UCLA, estima haver 300 mil transgêneros (com 13 anos ou mais) nos 15 estados citados.

No dia seguindo ao anúncio da Target, a American Family Association lançou um boicote que diz: “Esta norma da Target é exatamente a maneira como os predadores sexuais chegam até as suas vítimas. Esta nova e perigosa norma da Target apresenta um perigo às esposas e filhas”.

Um grupo em Mississippi ligado à American Family Association convidou a Target a instalar banheiros adicionais destinados ao uso individual e unissex.

Mas o grupo Media Matters for America, organização progressista sem fins lucrativos que supervisiona os meios de comunicação, disse ser um “mito urbano” que os criminosos sexuais exploram leis antidiscriminatórias para ter acesso a banheiros femininos. Citam estudos em 12 estados com leis contra a discriminação, todos corroborando a afirmação.

A questão dos direitos civis da comunidade transgênero tem dividido a comunidade cristã. Na Dakota do Sul, o bispo luterano David Zellmer pediu que o governador Dennis Daugaard vetasse um projeto de lei que exigia que as pessoas transgêneras usassem banheiros que combinassem com o sexo designado no nascimento.

“É um projeto que isola os estudantes transgêneros, pondo-os em risco em nossas instituições”, disse Zellmer. “Temos de nos colocar ao lado dessas pessoas e não contra elas”. No dia 1º de março, Daugaard vetou a proposta.

“Não há respostas fáceis aqui”, disse Mark Yarhouse, psicólogo evangélico conservador e autor do texto intitulado “Understanding Gender Dysphoria” (Como entender a disforia de gênero), publicado recentemente em seu blog. “O que eu recomendo é uma abordagem inteligente, bem pensada, uma abordagem que se caracterize pela humildade sobre o que sabemos e o que não sabemos, e uma resposta que represente uma convicção, civilidade e compaixão”.

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