Papa Francisco: “Refugiados, perdoem o fechamento e a indiferença em nossas sociedades”

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Por: Jonas | 20 Abril 2016

“Muitas vezes, não os recebemos! Perdoem o fechamento e a indiferença de nossas sociedades”. São as palavras que o Papa Francisco dirigiu, em uma vídeo-mensagem, aos refugiados que recebem assistência no Centro Astalli dos jesuítas, em Roma, por ocasião do 35º aniversário da fundação da estrutura que nasceu da “visão profética” do Padre Arrupe. A vídeo-mensagem foi divulgada nesta manhã, quando ocorreu a apresentação do Relatório Anual do Centro Astalli.

A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 19-04-2016. A tradução é do Cepat.

Recordando os 35 anos do Serviço dos Jesuítas aos Refugiados na Itália, o Papa afirma que se trata de uma “atividade que, antes de mais nada, foi um caminhar juntos, como um único povo. E isto é belo e justo! É preciso continuar com coragem: ‘Era estrangeiro e me acolheram’. Era estrangeiro... Cada um de vocês, refugiados que batem em nossas portas, tem o rosto de Deus, é carne de Cristo”.

“Sua experiência de dor e de esperança – continuou Francisco – nos recorda que todos somos estrangeiros e peregrinos nesta Terra, acolhidos por alguém com generosidade e sem nenhum mérito. Aqueles que, como vocês, fugiram da própria terra em razão da opressão, da guerra, de uma natureza desfigurada pela contaminação ou a desertificação, ou por causa da injusta distribuição dos recursos do planeta, são irmãos com quem é preciso compartilhar o pão, a casa, a vida”.

“Muitas vezes, não os recebemos – disse o Papa. Perdoem o fechamento e a indiferença de nossas sociedades que temem a mudança de vida e de mentalidade que sua presença exige. Tratados como um peso, um problema, um custo, vocês são, ao contrário, um dom. São o testemunho de como nosso Deus clemente e misericordioso sabe transformar o mal e a injustiça daqueles que sofrem em um bem para todos. Porque cada um de vocês pode ser uma ponte que une povos distantes, que torna possível o encontro entre culturas e religiões diferentes, um caminho para voltar a descobrir nossa humanidade comum”.

“‘Era estrangeiro e me acolheram’ – concluiu Francisco. Sim, o Centro Astalli é um exemplo concreto e cotidiano desta acolhida que nasce da visão profética do padre Pedro Arrupe. Foi seu canto de cisne, em um centro de refugiados na Ásia. Obrigado a todos vocês, homens e mulheres, leigos e religiosos, agentes e voluntários, porque demonstram nos fatos que quando se caminha em companhia, o caminho dá menos medo. Animo-lhes a continuar. Trinta e cinco anos são só o começo de um percurso que se torna cada vez mais necessário, único caminho para uma convivência reconciliada. Sempre sejam testemunhas da beleza do encontro. Ajudem nossa sociedade a escutar a voz dos refugiados. Sigam caminhando com coragem ao seu lado, acompanhando-os e também se deixem guiar por eles: os refugiados conhecem os caminhos que conduzem à paz, porque conhecem o odor azedo da guerra”.

Confira a vídeo-mensagem:

Publicada no jornal La Stampa

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