"Não é um suicídio. É um presente", escreve Virgilio Elizondo

Revista ihu on-line

Diálogo interconvicções. A multiplicidade no pano da vida

Edição: 546

Leia mais

Cultura Pop. Na dobra do óbvio, a emergência de um mundo complexo

Edição: 545

Leia mais

Revolução 4.0. Novas fronteiras para a vida e a educação

Edição: 544

Leia mais

Mais Lidos

  • “O risco que eu estou correndo é cada vez maior, e a responsabilidade vocês sabem de quem é”, denuncia padre Júlio Lancellotti

    LER MAIS
  • A nova encíclica de Francisco nascida do diálogo com o Islã e do Covid. Artigo de Alberto Melloni

    LER MAIS
  • Padre Julio Lancellotti recebe novas ameaças após ataques virtuais de deputado

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


13 Abril 2016

O padre católico Virgilio Elizondo, que se suicidou no mês passado em sua casa de San Antonio, Texas, se disse pecador, numa nota que deixou escrita no seu escritório e solicitou perdão e misericórdia a quem tenha ofendido.

A informação é publicada por Terra, 11-04-2016. A tradução é de IHU On-Line.

No entanto, nunca se referiu à acusação de abuso sexual feita em maio de 2015, cometido contra um menino que buscou sua ajuda há mais de 30 anos.

Elizondo, que tinha 80 anos de idade e era um teólogo respeitado nos EUA, considerado o fundador da teologia latina no país, vivia sob suspeita depois de ter sido acusado de abuso sexual, numa ação judicial que corria no condado texano de Bexar.

A  nota do padre foi divulgada, segunda-feira, 11-04-2016, pelo advogado Thomas J. Henry, que representa a presumida vítima do abuso infantil ao indicar que o escrito revela a mentalidade do padre no momento do suicídio.

“Apesar dos meus pecados, vivi minha vida dedicada totalmente a serviço dos outros, especialmente aos anciãos, aos imigrantes, às minorias e aos pobres. Minha confiança na absoluta misericórdia de Deus e no amor de Deus permanece e sou muito agradecido”, escreveU Elizondo na nota, elaborada numa máquina de escrever.

“Agora estou muito cansado, fatigado e vazio. Meu corpo está caindo aos pedaços. Meus joelhos não me aguentam mais, meus rins começam a falhar, meus olhos se turbam e outras complicações”, escreveU o padre.

“Como posso servir melhor? Neste momento ofereço a minha vida como um último presente. Livremente escolho meu momento e a forma de entregar minha vida aos outros. Isto não é um suicídio, mas um presente de despedida. Rezo para que o presente da minha vida possa trazer alívio a qualquer um que eu tenha machucado”, escreveu.

Elizondo concluiu a sua nota pedindo perdão a qualquer pessoa que tenha ofendido. “Nunca tive a intenção de machucar alguém. Minha maior dor é que machuquei a outros, especialmente aqueles que mais amo. Sou um pecador necessitado de perdão e misericórdia.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

"Não é um suicídio. É um presente", escreve Virgilio Elizondo - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV