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06 Abril 2016

Na sexta-feira passada, o papa recebeu no Vaticano Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, a comunidade fundada em 1970 por Dom Marcel Lefebvre. O encontro foi confirmado pelo vice-diretor da Sala de Imprensa vaticana, Greg Burke.

A reportagem é de Matteo Matzuzzi, publicada no jornal Il Foglio, 05-04-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mais tarde, um comunicado da Fraternidade esclareceu que a reunião foi "informal" – por vontade de Francisco, esclarecem em Ecône – e durou 40 minutos. O pontífice e Fellay concordaram em continuar o diálogo.

Não é a primeira vez que Francisco vê aquele que, desde 1991, é o sucessor de Dom Lefebvre, mas, na ocasião anterior (que remonta a 13 de dezembro de 2013), tratou-se de uma breve saudação em Santa Marta, durante a hora do jantar. Desta vez, sobre a mesa, estava o destino das negociações entre a Santa Sé e a Fraternidade lefebvriana, que há mais de uma década continuam entre altos e baixos, otimismo alternado com bruscas freadas.

O encontro, ressaltam fontes do outro lado do Rio Tibre, "foi extremamente positivo", e o entendimento entre os dois interlocutores é claro. Uma abordagem que confirma a viabilidade da estrada delineada há tempos: o restabelecimento da plena comunhão da São Pio X com Roma através da instituição de uma prelatura ad hoc que garantiria ampla autonomia (não só de caráter organizacional) aos lefebvrianos. O modelo sobre o qual se pensa – e que já teria sido desenvolvido – é o do Opus Dei.

Restam a ser superadas as armadilhas representadas por resistências opostas, romanas e franco-suíças: de ambos os lados, há quem freie, tentando obstruir o caminho tomado. De todos os modos, a disponibilidade existe, fruto das negociações que levaram tanto o secretário da Comissão Ecclesia Dei, Dom Guido Pozzo – com o qual Fellay se encontrou no sábado, 2 de abril –, quanto outros prelados enviados por Roma a discutir pessoalmente com a contraparte.

Em relação aos tempos, não há certezas, mas, estando o papa determinado a prosseguir, não se deve tratar de uma longa espera. Certamente, os precedentes aconselham prudência: ainda se lembram, do outro lado do Tibre, do que aconteceu em 2012, quando a negociação encalhou no preâmbulo doutrinal em que o próprio Vaticano punha como condição indispensável a São Pio X a aceitação do Concílio Vaticano II e do magistério posterior. Preâmbulo que não obteve uma resposta adequada, a tal ponto que as negociações sofreram um revés, e o processo permaneceu inalterado até a chegada de Francisco ao sólio petrino.

Já se havia entendido que o diálogo estava bem encaminhado com a longa entrevista concedida por Fellay em março passado, ao site da Fraternidade. Em diversas passagens, o superior tinha se mostrado otimista sobre o resultado positivo do caso: "Eu não ficaria surpreso – disse – que o papa nos considerasse como uma das suas periferias as quais ele claramente dá a sua preferência. E, nessa perspectiva, ele usa a expressão 'fazer um caminho' com as pessoas na periferia, esperando que se chegue a melhorar as coisas. Portanto, não é uma vontade firme de resolver de imediato: um caminho vai para onde vai... Mas, no fim, é bastante calmo, tranquilo, sem saber muito o que poderá resultar. Provavelmente, essa é uma das razões mais profundas".

E, ainda: "É claro que o Papa Francisco quer nos deixar viver e sobreviver. Ele até disse, a quem quisesse ouvir, que nunca faria mal à Fraternidade. Ele também disse que nós somos católicos. Ele se recusou a nos condenar por cisma, dizendo: 'Vocês não são cismáticos, são católicos', embora – destacava, observando como os pontos nodais estão longe de estarem totalmente desfeitos – ele tenha usado um termo um pouco enigmático, ou seja, que nós estamos a caminho rumo à plena comunhão. Esse termo 'plena comunhão'... Seria bom, uma vez, ter uma definição clara, porque se vê que não corresponde a nada de particular. É um sentimento... É algo que não se sabe muito bem o que é".

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