Nos carros autônomos, seremos passageiros

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29 Fevereiro 2016

Quem utilizar os carros autônomos do Google num futuro próximo não será mais considerado o motorista, mas um simples passageiro. Essa foi a decisão tomada pelo governo americano em 9 de fevereiro. Isso é uma mudança importante no significado de um automóvel para as autoridades do país. Assim, se o software de controle do carro pode ser considerado o seu motorista, o veículo poderia sair da fábrica sem volante nem pedais de acelerador ou de freio.

A reportagem é de Felipe Marra Mendonça, publicada por CartaCapital, 28-02-2016.

Uma carta da Administração de Segurança de Tráfego das Estradas Nacionais endereçada ao programa de carros autônomos da empresa diz que o governo “concorda com o Google que seu veículo autônomo não terá um motorista no sentido tradicional e aceito nos mais de cem anos até aqui”.

Explica também que, “se nenhum ocupante humano pode de fato dirigir o veículo, é mais razoável identificar o motorista como o que (e não quem) estiver de fato dirigindo”.

O Google enviara em novembro àquele departamento governamental um pedido de esclarecimentos sobre o que os regulamentos definiam como “motorista” e o que a lei exigiria caso o responsável por guiar o veículo não fosse um humano e sim uma inteligência artificial, permitindo eliminar componentes corriqueiros em automóveis, incluídos os espelhos retrovisores e o pisca-alerta.

Na Índia, o governo local decidiu na segunda-feira 8 proibir um aplicativo distribuído pelo Facebook, chamado Free Basics, por não respeitar a neutralidade da internet. O aplicativo oferecia acesso gratuito a uma série de sites, inclusive portais de notícias domésticos e o Wikipédia, sem débito para o usuário na sua franquia de dados. O acesso era oferecido pelo Facebook em parceria com as operadoras locais.

A Autoridade Reguladora de Telecomunicações da Índia decidiu que o aplicativo efetivamente prioriza certos conteúdos em detrimento de outros, o que é proibido. O serviço foi anunciado por Mark Zuckerberg em maio do ano passado, com o argumento de que a neutralidade não poderia impedir o acesso à internet. “Não é sustentável oferecer a internet inteira de graça. Nenhuma operadora conseguiria bancar isso”, disse o fundador do Facebook.

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