CDF precisa promover a colegialidade, diz o Papa Francisco

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01 Fevereiro 2016

A diversidade na Igreja Católica salta aos olhos como uma comunhão de pessoas diferentes com dons diferentes, e uma abordagem colegiada no enfrentamento dos desafios garante que estas diferenças fortaleçem a comunhão em vez de prejudicá-la, disse o Papa Francisco aos membros da Congregação para a Doutrina da Fé CDF.

A reportagem é de Cindy Wooden, publicada por Catholic News Service, 29-04-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

“Promover, em todos os níveis da vida eclesial, a justa sinodalidade”, declarou ele no dia 29 de janeiro ao se referir a um processo de discernimento e tomada de decisão baseado na escuta respeitosa às opiniões e experiências diferentes e no debate delas em clima de oração.

Os membros da CDF, dicastério encarregado de promover e defender o ensino e as práticas católicas autênticas, estavam realizando a sua Sessão Plenária anual no Vaticano.

O Papa Francisco usou a sua audiência como uma oportunidade para agradecer aos teólogos e outros especialistas que colaboram com a equipe de funcionários e cardeais membros da Congregação, e incentivou esta a “continuar e a intensificar a colaboração” com as Conferências Episcopais e com os bispos individuais ao redor do mundo.

A CDF pode dar uma contribuição importante “para a renovação da vida eclesial” por meio de seu estudo continuado da “complementaridade dos dons hierárquicos e carismáticos”, disse o papa. Frequentemente Francisco tem falado sobre a importância de se reconhecer os dons da ordem e da estrutura (hierarquia) da Igreja, ao mesmo tempo não tendo medo dos novos dons (o carisma) concedidos pelo Espírito Santo, muitas vezes a membros não ordenados da Igreja.

“De acordo com a lógica da unidade na diversidade legítima – a lógica que caracteriza cada forma autêntica de comunhão no Povo de Deus –, os dons hierárquicos e carismáticos devem colaborar com harmonia para o bem da Igreja e do mundo”, disse o Papa.

“Se reconhecida e acolhida com humildade”, completou, a diversidade dos dons de Deus ajuda a Igreja se renovar.

“Aqui podemos ver claramente como a dinâmica sinodal, se corretamente entendida, nasce da comunhão e conduz a uma comunhão que é mais eficaz, mais profunda e ampla no serviço da vida e missão do Povo de Deus”.

“A missão confiada à Congregação para a Doutrina da Fé encontra aqui o seu último fundamento e a sua justificação adequada”, destacou o Pontífice.

“A fé cristã, na verdade, não é somente conhecimento a ser conservado na memória, mas verdade a ser vivida no amor. Portanto, junto com a doutrina da fé, é também necessário salvaguardar a integridade da conduta, em particular nas áreas mais delicadas da vida”.

A fé em Cristo “implica no ato da razão assim como na resposta moral a seu dom”, disse, motivo pelo qual a CDF também lida com casos que envolvem sacerdotes acusados de abusar sexualmente menores de idade O Papa agradeceu os participantes “pelo empenho e responsabilidade que exercem” ao tratar os casos de abuso de menores cometidos pelo clero.

A fé que se reflete em atos é igualmente parte do Ano da Misericórdia, declarou. Os católicos precisam estar cientes de que, no final da vida, “nós seremos perguntados se demos alimentos aos famintos, bebidas aos sedentos e, da mesma forma, seremos perguntados se ajudamos as pessoas a se livrarem de suas as dúvidas, se trabalhamos para acolher os pecadores, admoestando e corrigindo-os, e se fomos capazes de lutar contra a ignorância, especialmente no tocante à fé cristã e a viver uma boa vida”.

As tarefas pelas quais as pessoas serão julgadas são conhecidas como as “obras de misericórdia corporal e espiritual”, disse ele. “Elas não são uma devoção”, mas “concretamente como os cristãos continuam o espírito de misericórdia”.

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